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Como colocar preço em trabalhos de Mídias Sociais?

Uma dúvida comum para profissionais que estão começando a trabalhar com Mídias Sociais é precificar o trabalho. Quanto cobrar? É importante entender que após fazer uma pesquisa de mercado e compreender os serviços oferecidos e valores praticados em sua região, o ideal é mensurar quanto tempo você utiliza em cada atividade exercida para seu cliente, seja na produção de conteúdo, edição de artes, agendamentos, relatórios, etc. Há profissionais que fazem este cálculo por horas. Por exemplo: se o piso salarial do jornalista é R$ 2.200,00 por mês e ele trabalha 120 horas por mês, recebe cerca de R$ 18,33 por hora. Poderia ser um parâmetro para encontrar o valor da hora de trabalho.

A questão vai além de valores, mas, do conhecimento do profissional, habilidades e dos serviços que oferece. Como sou jornalista por formação, uso bastante a tabela de freelas do Sindicato dos Jornalistas aqui de Minas. Tabelas de conselhos e sindicatos podem ajudar neste processo. Outra maneira é buscar o valor do salário mensal e dividir por horas de trabalho. Pela quantidade de horas trabalhadas diariamente para o cliente é possível chegar a este valor.  Outro link que pode ajudar é o Guia de valores referenciais para serviços digitais da ABRADI (Associação Brasileira de Agentes Digitais de SP): http://bit.ly/2cLSkSE Apesar de achar os valores bem fora da realidade aqui de Minas. Vale para consulta e referência.

Para quem já acompanha minhas redes sociais, sabe bem que o Social Media não é um mero “postador de conteúdo”. O ideal é que ele seja um profissional capaz de realizar o processo de diagnóstico, planejamento, produção de conteúdo, mensuração e monitoramento dos canais digitais.

Há profissionais especializados em áreas específicas como o consultor que realiza o diagnóstico da marca/instituição e entrega possíveis soluções. Há o produtor de conteúdo que é especializado em produzir texto, vídeo, áudio, foto capaz de informar, entreter e engajar o público.

É claro que a tabela de freelas dos Sindicatos e Conselhos não vão valer para todas as atividades. Vale a pena fazer uma pesquisa entre colegas da área, inclusive, de acordo com a função/papel que o profissional desempenha. Na hora de passar o valor do seu trabalho você passa a experiência que você tem e deve considerar questões trabalhistas e jurídicas. Questões sobre ser Pessoa Física ou Pessoa Jurídica, emissão de Nota Fiscal, impostos, gastos primários para manutenção do trabalho e por aí vai. O Sebrae possui várias orientações sobre Plano de Negócios que vale a pena conferir.

A formação do profissional de Social Media varia bastante, encontramos jornalistas, publicitários, profissionais de marketing, letras… e isso é bom. A multidisciplinaridade faz parte de um bom trabalho digital. E é importante destacar que o conhecimento acadêmico/técnico é tão importante quanto a prática.

A publicitária Samantha Dutra fez um benchmarking – uma pesquisa anônima sobre serviços e preços praticados por agências digitais de Minas Gerais. Pelo Google Forms ela criou a pesquisa e divulgou o resultado.

Vai contratar um profissional na área de Mídias Sociais? Certifique-se de que ele tem experiência e conhecimento suficiente para gerar bons resultados. Outras maneira de saber disso é conhecer “cases de sucesso” que ele tenha gerido.

E a dica final vale tanto para profissionais da área quanto para quem vai contratá-los: falar bonito e termos técnicos podem até ajudar a fechar um novo trabalho. Mas, o que vai garantir mesmo que você fez um bom negócio são os resultados.

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