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Os grandes pecados da imprensa – Sebastião Nery
O jornalista Sebastião Nery promoverá o lançamento do livro “Os grandes pecados da imprensa” no próximo dia 3, no “Bate-papo com o autor” na Academia Mineira de Letras. Li esta nota hoje no jornal Estado de Minas, na coluna do Mário Fontana.
Confesso que adquiri este livro há pouco tempo, mas ainda não tive tempo de ler. Bom, mas fica aí a dica para quem está procurando algo interessante no início das férias de julho. O livro debate sobre o jornalismo opinativo, político e investigativo, além de pecados da imprensa brasileira.
E para completar as informações, o lançamento do livro está dentro da comemoração dos cem anos da Academia Mineira de Letras e vai ser realizado na próxima quinta-feira, dia 3, às 19h30. O livro vai ser vendido à R$5 durante o evento. A entrada é franca.
Serviço: Academia Mineira de Letras
Rua da Bahia, 1.466 – Belo Horizonte/MG
Informações no telefone: 3222-5764 -
Blog Novo em Folha
Este blog não é um dos meus preferidos simplesmente porque pertente ao grupo Folha, um dos mais respeitados do país.O que mais chama minha atenção nele é a dinâmica constante entre os trainees da Folha de S.Paulo e a editora de treinamento Ana Estela de Sousa Pinto (figura fantástica que tive o privilégio de conhecer durante o congresso da Abraji em Belo Horizonte). Além do constante diálogo entre eles o internauta é convidado a participar também com seus comentários e sugestões. O último post que li hoje é do trainee Maurício Horta que fez a cobertura do velório da Ruth Cardoso, ex-primeira dama do Brasil, esposa de Fernando Henrique Cardoso. Vale a pena correr lá e absorver todos os “toques” do trainee que esteve entre tantos famosos em um lugar só. No mesmo post há um link falando sobre como ele cobriu o velório de uma pessoa menos conhecido, e aborda amplamente as questões de protocolo durante o velório de uma pessoa famosa. -
1968: o sonho acabou?
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Super dicas do Congresso da ABRAJI – Direto do Novo em Folha
Bom, aproveitando o blog como um “caderninho de anotações”. Aí vai um post super interessante do Blog Novo em Folha (Folha de S.Paulo) de participantes do Congresso da ABRAJI.
A tábua é feita de credibilidade
GUSTAVO HENNEMANN conta como foi a palestra de um dos brasileiros que mais entende de jornalismo digital, meu professor Rosental Calmon Alves, diretor do Centro Knight para Jornalismo nas Américas:
Qual o futuro do jornalismo ante a expansão da tecnologia digital e a consolidação da internet? Foi o tema de uma das principais palestras que assisti no Congresso da Abraji. Quem conduziu a discussão foi Rosental Calmon Alves, jornalista e pesquisador brasileiro que mora no Texas e dirige o Knight Center for Journalism in the Americas. Ele é um entusiasta dos novos meio digitais e acha que a internet não é apenas uma nova mídia. Acredita que uma revolução tão importante quanto a Industrial começou e que o jornalismo deve ser reconstruído para se adaptar ao novo tempo. Mas o que está mudando e o que deverá ficar? Rosental está convicto de que a audiência dos meios de comunicação aos poucos deixa de ser passiva e que as redes digitais, como a web, permitem a formação de comunidades (particip)ativas. As redes possibilitam que seus participantes compartilhem informações e criem canais individuais ou coletivos de expressão. Nesse cenário, a mídia perde o monopólio do jornalismo, acredita Rosental. Cidadãos e grupos produzem e publicam informação de forma amadora e compartilhada. Mas, nesse ambiente, ele aposta na CREDIBILIDADE como tábua de salvação para os jornalistas. A demanda dos públicos, daqui para a frente, deve ser a capacidade de seleção da informação no “oceano” das redes digitais. E aí entra a competência e legitimidade do jornalista profissional. Ele pode servir de âncora e filtro, elegendo e oferecendo aos leitores/espectadores o que tem verdadeira relevância e interesse público. Ao defender a adaptação do jornalismo às novas plataformas tecnológicas, Rosental deixou claro o que ele acredita que deve permanecer (e que não é comum na maioria dos canais de comunicação amadores disponíveis na internet): 1 – A 1ª obrigação do jornalismo é com a verdade
2 – A 1ª lealdade é devida ao cidadão
3 – A essência do jornalismo é a disciplina da verificação
4 – Seus praticantes precisam manter independência em relação a quem é protagonista de suas reportagens
5 – O jornalismo precisa servir como um fórum
6 – Deve abrir espaço para a crítica e compromisso público
7 – Precisa se esforçar para apresentar o que é significativo de forma interessante e relevante
8 – Precisa oferecer um produto completo
9 – O jornalista deve poder exercer sua liberdade e consciência pessoalOUTRAS DICAS DO CONGRESSO DA ABRAJI
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Investigação no jornalismo esportivo
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Cuidados na cobertura de conflitos armados
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Unidades investigativas –como jornais se preparam para fazer investigações
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Para fazer buscas na internet – dicas de José Roberto de Toledo, Sandra Crucianelli e Iran Alves
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A corrida das galinhas – reportagens da BBC e uso de câmera oculta
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Cobertura de eleições, dados e pesquisas
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Repórter morto não conta história – cursos para aprender a trabalhar em situação de risco
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Dicas e programas para criar seu banco de dados
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Fuja das fontes oficiais – como um repórter do El País furou todo mundo
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Conselhos de Paulo Totti para melhorar o texto
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Fazer mais e fazer bem
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Exposição Amilcar de Castro na Casa Fiat de Cultura
Na última quinta-feira, 22, tive a oportunidade de visitar a exposição do artista mineiro Amilcar de Castro (1920-2002), na Casa Fiat de Cultura, em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. As obras dele foram criadas a partir de materiais como ferro, sua marca registrada, madeira e pinturas, que podem ser apreciadas em toda mostra. Amilcar brincava com a forma e deixava a definição, o olhar, para cada apreciador de seu trabalho. A trajetória de Amilcar foi baseada no movimento chamado “Concretismo” e trouxe diversidade e inovação para a arte brasileira.Com explicações do monitor João Paulo, tive informações curiosas sobre o “conjunto da obra” do Amilcar. Uma delas é a questão dele não ter nomeado suas obras e quadros, justamente para deixar a imaginação do apreciador livre para pensar e interpretar da maneira como quisesse. Outra característica é que Amilcar pintou seus quadros utilizando vassouras, inclusive, seu último quadro em 2002, foi pintado com vassoura de gari.
Imagens de divulgação Portal Casa Fiat de Cultura.
Essa é a primeira obra do Amilcar de Castro em aço. Ela foi feita em 1952.
Resolvi postar o texto do curador da exposição para que você conheça um pouco mais sobre Amilcar de Castro.
Casa Fiat de Cultura abre o calendário de atividades de 2008 com a exposição sobre a obra de Amilcar de Castro, o mais importante escultor mineiro do século 20. Nunca suas esculturas monumentais, peças menores e desenhos foram reunidos de maneira complementar, como ocorre desta vez em Belo Horizonte e Nova Lima. Mesmo consagrado no meio artístico brasileiro, o trabalho do escultor ainda permanece distante do grande público, sendo objetivo da exposição aproximar a sua linguagem das gerações atuais. O artista foi quem melhor aproveitou o ferro, uma das principais matérias-primas de Minas, para extrair, na construção das esculturas, variedades de formas tendentes à concisão e ao rigor geométrico. Com economia de princípios operativos e plásticos, partiu da matéria bidimensional _ a chapa de ferro _, cortando e dobrando a sua superfície, criando a terceira dimensão escultórica. Tanto nesta linha mestra construtiva, quanto nos projetos de escultura em massa, aos quais sempre retornava, consolidou, ao longo de mais de 50 anos de dedicação à arte, obra de inegável e duradoura beleza plástica. Seu trabalho foi reconhecido pelo teste do tempo como produção de um grande mestre da escultura. Principal responsável pela revolucionária reforma visual do Jornal do Brasil, entre 1957 e 1961, ganhou notoriedade também nesta área, se tornando um dos mais reconhecidos programadores visuais do país. Levou o raciocínio da organização do espaço gráfico para as pinturas, as quais ele chamava de desenhos. Alguns desenhos podem ser apreciados na Casa Fiat de Cultura, cujas galerias e foyer estão ocupados também por seleção de esculturas de variados tamanhos, nas técnicas do corte, dobra e corte/dobra. Simultaneamente, a Casa Fiat de Cultura apresenta as esculturas de Amilcar de Castro em espaços públicos. Pela primeira vez se consegue reunir na capital um conjunto significativo de peças, especialmente instaladas na Praça da Liberdade e Parque JK. Todo o conjunto em exibição nos diversos segmentos pertence aos acervos da Coleção Márcio Teixeira e do Instituto Amilcar de Castro. Após a realização do projeto, as peças da Coleção Márcio Teixeira serão transferidas em definitivo para a cidade mineira de Dom Silvério, para um museu a céu aberto, em fase de implantação. A oportunidade única de conferir o painel tão significativo desta produção é justa homenagem àquele que foi um dos principais artistas brasileiros de seu tempo.Sérgio Rodrigo Reis Texto Curatorial
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Curiosidades na Bienal do Livro de Minas
A Bienal do Livro de Minas traz nesta edição oficinas, debates, atividades para crianças e diversos stands como editoras, livrarias, universidades e patrocinadores.Uma das grandes atrações da Bienal do Livro é o cantinho da Universidade Fumec. Além de estrutura feita de material sustentável, o stand proporciona um ambiente de aconchego e descanso. Os visitantes que passam por lá podem ler livros, ouvir música e ainda participar da construção coletiva de um livro. Isso mesmo! A Fumec trouxe essa grande novidade para a Bienal, é o projeto “Livro Aberto”. Esse projeto é uma forma inovadora de incentivar a leitura e também a produção de texto. A pessoa interessada pode utilizar um dos lap-tops disponibilizados no local. O visitante lê a página escrita pelo último usuário e escreve sua página a partir da própria criatividade e imaginação. Ao final da Bienal, o livro colaborativo será publicado pela Universidade Fumec.
O stand comemorativo dos 80 anos do jornal Estado de Minas também é um dos mais visitados. Além de ler o jornal do dia, o visitante pode tomar um cafezinho e apreciar a exposição das principais capas do jornal nessas oito décadas de história. De presente, leva ainda uma réplica do 1º jornal Estado de Minas publicado em 7 de abril de 1928.
Vale a pena conferir também o stand do “menor jornal do mundo”. Isso mesmo, é o jornal “Vossa Senhoria” criado em 1935 na cidade mineira de Divinópolis. O jornalzinho que está no Guiness Book desde 2000, pode ser adquirido pelo valor de R$1,00.
É isso aí! A Bienal do Livro de Minas termina no próximo domingo dia 25! Você ainda tem tempo de participar da programação! Lembrando que ao adquirir o bilhete especial de metrô da Bienal, o usuário ganha 50% de desconto na entrada do evento.
Foto Lighpress/Divulgação -
Estar na moda ficou “fora de moda”?
Bastante interessante o debate comandado por duas feras na moda mineira. A empresária Tereza Santos e a também empresária de moda Érika Mares Guia da M&Guia.Após cada uma falar um pouco sobre sua vida e carreira as convidades do Arena Jovem, do dia 21, discutiram o tema: Estar na moda ficou “fora de moda”?
Muitos assuntos foram abordados nesse debate que contou com a participação do público. Perguntas envolvendo questões como glamour, preços, moda corporativa (uniformes para trabalho) e até mesmo tamanhos de roupas foram amplamente discutido pelas empresárias.
No final do evento, a aluna/formanda de Design de Moda da Fumec, Clarice Lage, apresentou o desfile de sua coleção “Clarice por Clarice”, inspirado na escritora Clarice Linspector.
Estou produzindo uma matéria sobre este debate. Assim que publicar deixo o link aqui para vocês.
Érika Mares Guia e Tereza Santos (Foto: LighPress/Divulgação) -
“Meu nome não é Johnny” na Bienal do Livro de Minas
No último domingo, 18, o jornalista e escritor Guilherme Fiúza autor do livro que originou o filme “Meu Nome não é Johnny” e o personagem principal e real da história João Guilherme Estrella estivaram na Bienal do Livro de Minas.Os convidados falaram um pouco sobre a trajetória de cada um, e em seguida debateram com as pessoas que lotavam a “Arena Jovem”, o tema: Drogas: o consumidor “não tem nada com isso”? É interessante destacar que a história do João Estrella não é uma história qualquer. Tudo que é está no livro é real. Ele realmente foi usuário de drogas e traficante. O debate durou aproximadamente 2 horas, e não se prolongou mais porque não teve jeito.
As pessoas presentes sentiram-se estimuladas a questionar sobre o uso de drogas, e também sobre como João Estrella conseguiu sair deste mundo excluso. O próprio João Estrella diz que saiu porque “quis”. Claro que forçado por inúmeras situações. Em breve publicarei uma matéria sobre o assunto e postarei o link aqui para que possam entender na íntegra a dinâmica deste debate.
Todas as fotos postadas hoje tem o crédito da Ligh Press e estão no site do evento.
João Estrella -
Organize-se? Como montar um banco de dados
Esta palestra foi bem interessante por tratar de um assunto, pouco explorado, principalmente por estudantes de jornalismo. A organização de dados e a criação de banco de dados. Com Fabiano Angélico do Transparência Brasil e participação do José Roberto de Toledo do Primapágina e diretor da ABRAJI.Segundo Fabiano Angélico, todo jornalista deve ser um gerente de banco de dados. Pois essa habilidade facilita o armazenamento de informações, e eventuais consultas no futuro. Ele também falou sobre seu trabalho no Primapágina desenvolvendo bancos de dados a partir de planilhas. Atualmente, trabalhando na Ong Transparência Brasil, ele explicou como é feito o trabalho das ferramentas do TB nos sites As Claras, Excelencias, Deu no jornal e Multi Busca. Sugestão de leitura: livro “Precision Journalism”.Toledo falou um pouco mais sobre o uso de ferramentas práticas e acessíveis a todos os repórteres. Dicas importantes são o site Zoho e o software Fire Maker.
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1º Terça de debates SJPMG
Ainda não tive tempo para redigir o texto referente ao 1ª Terça de debates, realizado no último dia 06 de maio, no Sindicato dos Jornalistas profissionais de Minas Gerais, com a presença de Luis Nassif e também do jornalista Ivan Satuf, do portal UAI.Estou postando algumas fotos hoje e em breve publicarei os textos.
1 bj e 1 qj!













