-
[CPI dos Grampos] A culpa é da Imprensa
Além da luta pela regulamentação do diploma, a imprensa tem que aguentar declarações como a do Ministro Nelson Jobim na CPI do Grampo no Congresso. Segundo Jobim deve-se acabar com o sigilo da fonte. Poxa, além de lutar pela profissão, temos que lutar pela liberdade de imprensa. Agora, se acaba o sigilo da fonte, que tipo de notícias iremos publicar aqui no Brasil? Fofoca?
Ouvi este comentário da Lúcia Hipólito na Rádio CBN ontem e não tive tempo de postar antes, mas acho que vale a pena ouvir a contextualização dela. -
Novo Jornal saí do ar por decisão do Ministério Público de MG
Bom, como estive off line entre 14/8 e 18/8 não tinha tido a informação do fechamento “Novo Jornal”. E somente hoje recebi por email esse rexto escrito por José de Souza Castro. Acho que o mínimo que posso fazer é reproduzir o texto dele. Agora, uma semana depois, pelo que vi nada foi feito. Será que corro o risco de ter meu blog tirado do ar? Bom, vou pagar para ver. Essa ditadura branca vivida pela imprensa, principalmente a mineira. Liberdade de expressão? Isso não existe por aqui. E ainda querem Aécio Neves presidente em 2010, é realmente lastimável e revoltante.
Elisandra “cansada” Amâncio
Segue:
IMPRENSA MINEIRA
O empastelamento do Novo Jornal
Por José de Souza Castro em 16/8/2008Reproduzido do blog Tamos com Raiva, 15/8/2008
O dia 14 de agosto de 2008, véspera do feriado religioso dedicado à padroeira de Minas Gerais, bem que poderia entrar para a história como o marco inicial da censura oficial à internet no Estado. Às três da tarde, acessei o site do Novo Jornal, única publicação diária mineira que publica notícias contrárias ao governo Aécio Neves. Em vez da página habitual, lia-se ali, em letras garrafais sobre o desenho de uma lente daquele tipo usado por Sherlock Holmes, o seguinte:
“Ministério Público do Estado de Minas Gerais. Esta página foi suspensa por medida cautelar judicial e o conteúdo do site é objeto de apuração por indícios de prática de crimes. Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos”.
Dei a notícia, logo em seguida, em páginas de comentários dos sites Observatório da Imprensa e Comunique-se e nos blogs Tamos com Raiva, Fernando Massote e Luis Nassif, para ver qual seria a reação. Não foi bem uma surpresa, quando verifiquei, até o momento em que escrevo este artigo, que foi nenhuma. Se fosse uma censura à internet na China…
Luis Nassif vem-se destacando, nos últimos meses, pela análise destrutiva ao jornalismo tipo “assassinato de reputação” praticado pela revista Veja. Qual teria sido a reação a um empastelamento da principal revista da Editora Abril, por causa de notícias tidas como ofensivas, injuriosas ou caluniosas? Para o empastelamento virtual do Novo Jornal, as justificativas, destacadas pelo jornal O Tempo de sexta-feira (15/8, pág. 8) foram: “Acusado de calúnia, site `Novo Jornal´ sai da Internet. De acordo com Ministério Público, site difama autoridades estaduais e federais.”
Esse jornal pertence ao empresário e ex-deputado federal tucano (por 16 anos) Vitório Medioli, um italiano naturalizado brasileiro que chegou a Minas atraído pelos empreendimentos da Fiat no estado, e que hoje transporta os carros zero produzidos pela Fiat Automóveis para concessionárias do Brasil todo e de alguns países latino-americanos. É um aliado fiel do governador Aécio Neves e seu jornal foi o único a dar a notícia (pelo menos entre aqueles que pesquisei na internet).
Por coincidência, em julho passado, o Novo Jornal publicou denúncia envolvendo uma empresa do grupo Fiat e uma empresa do governo mineiro, a Codemig. Na véspera do empastelamento, ele voltou ao assunto, informando que o Ministério Público Estadual estaria apurando a denúncia. Ou seja, atirou no que viu, acertou no que não viu.As exceções
O Tempo parece ter se limitado a ouvir o Ministério Público Estadual (embora afirme que procurou o dono do Novo Jornal, mas este não quis falar; eu procurei e não o achei), não buscando o contraditório em outras fontes, conforme as práticas do bom jornalismo. Talvez o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Aloísio Moraes Martins, que foi um dos donos de um jornal alternativo na época da ditadura, o De Fato, tivesse o que falar. Mas o sindicato parece que só soube do ocorrido à noite, quando pôs em seu site uma informação apressada, para não passar por omisso. Informou apenas, em grandes letras:
“A Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público Estadual tirou do ar hoje, dia 14 de agosto, o site www.novojornal.com.br. Justificativa do MPE: `Esta página foi suspensa por medida cautelar judicial e o conteúdo do site é objeto de apuração por indício de prática de crimes´.”
Mais sucinto, impossível.
O Tempo, em reportagem assinada por Renata Freitas, diz que o a exibição do site do Novo Jornal foi suspensa na tarde de quinta-feira (14)) pela “Operação Anonymus”, organizada em conjunto entre a Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos e a Polícia Militar. “A equipe cumpriu mandados de busca e apreensão no escritório do site que está sendo investigado por indícios de práticas de crimes, dentre eles, o de não ter identificação pelo responsável pelas notícias veiculadas. O processo corre sob sigilo judiciário”. (Meio ridículo o nome da operação, mas isso é o de menos.)
Diz ainda a reportagem que a promotoria recebeu representação criminal reclamando que desde 2007 o site “publicava matérias atentatórias à honra de autoridades públicas federais e estaduais. As matérias publicadas incluíam ataques ao procurador geral de Justiça, Jarbas Soares Junior, e principalmente ao governador Aécio Neves (PSDB)”.
Como se lembram, em novembro de 2007, o ex-vice-governador mineiro Walfrido dos Mares Guia se viu apanhado em denúncias de envolvimento com Marcos Valério, o operador do mensalão, e acabou pedindo demissão do Ministério das Relações Institucionais. O Novo Jornal, na imprensa mineira, à exceção do Tamos com Raiva e do blog do Fernando Massote, foi o único que destacou esse envolvimento. E não arrefeceu depois disso.
Canal de denúncia
Voltando a O Tempo. De acordo com o Ministério Público, diz o jornal, “instaurado o Procedimento Investigatório Criminal, constatou-se que não há identificação do responsável pelo site – que se intitula jornal, fato que fere frontalmente a Constituição Federal que prevê que é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato, além da Lei de Imprensa, que se aplica à internet”.
Eu já havia criticado isso, em comentário no Observatório da Imprensa, em fevereiro de 2007. Preocupava-me não a falta do nome de um responsável, pois era fácil descobri-lo (tanto que o dono, Marco Aurélio Flores Carone, responde a alguns processos por causa do Novo Jornal), e isso não é impeditivo, em qualquer democracia verdadeira, para a existência de um jornal. “Ele teria mais credibilidade se quem escreve ali mostrasse a cara”, eu disse, comentando uma informação de Ivan Moraes.
Na época, o Novo Jornal dizia que o Conselho de Administração da Cemig havia decidido que a estatal participaria da RME Minas Energia Participações S/A, que teria assumido o pagamento da dívida do Grupo Globo. Não acho, eu acrescentei no meu comentário, “que o diretor do Novo Jornal precise se esconder, se estiver escrevendo com base em documentos e fatos e em opiniões bem fundamentadas, pois a Constituição lhe garante o direito de opinar. Não precisamos ainda mudar para Londres como fez o primeiro jornalista brasileiro, lá nos primórdios do século XIX, quando combatia sei lá o quê”.
Pois é, pelo andar da carruagem, vamos ter que mudar para Pasárgada, como queria fazer Manuel Bandeira, pois lá somos amigos do rei…
Mas como se deu o empastelamento do Novo Jornal? Revela O Tempo:
“A promotoria ingressou com medida cautelar para impedir o funcionamento da página da internet enquanto ela estiver sob apuração, e obteve o domínio e exibição de página-aviso do Ministério Público Estadual (PME). Também houve a busca e apreensão de computadores”.
E não quer parar por aí. Quem quiser denunciar este artigo, tem como, ainda de acordo com o jornal de Medioli:
“A promotoria disse, ainda, que abriu um canal de denúncia, através do e-mail crimedigital@mp.mg.gov.br.”
Espero que não façam, pois eu não teria recursos financeiros para me defender. A justiça é cara e demorada.
Pernas para o ar…
O governo de Minas parece que tinha muita pressa para resolver essa questão com o Novo Jornal. Segundo O Tempo, “a Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos foi criada em Belo Horizonte em 16 de julho deste ano. Com o crescente número de crimes praticados por usuários da rede, o MPE decidiu pela sua implantação. A promotoria atua como um órgão de suporte aos promotores de Justiça que atuam na área criminal e agiliza o atendimento às vítimas”.
E acrescenta, citando uma fonte identificada como Vanessa Fusco: “A estratégia é agir proativamente no enfrentamento desse tipo de crime, que vem crescendo principalmente com a chegada da banda larga às cidades do interior”. E conclui: “Um projeto de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB) prevê a tipificação da conduta dos crimes praticados na internet”.
Ah, Eduardo Azeredo! Aquele que era governador quando Walfrido dos Mares Guia era vice. Aquele do “mensalão mineiro”. Faz sentido.
Mas por que não esperar que o presidente Lula, amigo e aliado de Aécio Neves na campanha para eleger o próximo prefeito de Belo Horizonte, sancione a lei de Azeredo, antes de fechar o Novo Jornal, com base numa lei da ditadura? Por que a pressa? Será que Lula não vai entrar nessa? É isso? Oh, dúvida!
Mas de uma coisa tenho certeza. A data escolhida para o massacre de São Bartolomeu… ops, do Novo Jornal, não poderia ser melhor. Véspera de um feriadão, pernas para o ar que ninguém é de ferro. E na segunda-feira, quando o pessoal voltar ao batente, é assunto velho, estará tudo esquecido. Eu mesmo, para redigir este artigo, telefonei para muita gente, inclusive o presidente do Sindicato de Jornalistas, e não consegui falar com ninguém. Deve ter acontecido a mesma coisa, na quinta (14), com a esforçada repórter de O Tempo. -
PQN de Ouro
Um dos mais badalados -senão o mais- prêmios da comunicação mineira o PQN de Ouro. O “Oscar da imprensa mineira” vai ser realizado hoje, 24, no Teatro Sesiminas em Belo Horizonte. A festa é organizada pelo jornalista Robson Abreu e equipe.Para saber quem são os finalistas clique aqui. -
Ator Daniel Dantas é confundido com banqueiro homônimo
O ator Daniel Dantas teve sua foto estampada no jornal italiano “La Stampa” e também no jornal baiano “Diário do Sul” confundido com o banqueiro do Opportunity, de mesmo nome, envolvido na operação Satiagraha da Polícia Federal. O constrangimento do ator não é a única questão. Imagine a responsabilidade da imprensa que compra imagens de agências de notícias e não se dão o trabalhar de conferir se a foto é realmente da pessoa envolvida no caso. É o mínimo que o jornalista, ou o editor deveriam fazer. Segundo informações que circulam na internet, o ator global pretende processar o jornal italiano.
-
Alemanha
Hoje pesquisei um pouco sobre a Alemanha. Desde criança tenho bastante interesse pela história desse país e desse povo.
A língua alemã foi um dos principais elos dessa população dividida durante a guerra fria. Apesar dos inúmeros dialetos falados no país, são capazes de reconhecer na linguagem da outra pessoas o seu local de origem. Imagino que seja como no Brasil que reconhecemos facilmente o sotaque, se é mineiro, paulista, carioca, gaúcho, baiano e por aí vai.Além das belas paisagens, a Alemanha conta com diversos castelos e catedrais monumentais. Realmente dá vontade de passar uma temporada por lá. Quem sabe um dia não é?
Se você já teve alguma experiência com o povo alemão, já trabalhou como correspondente lá, ou até, se você é alemão e trabalha aqui no Brasil, envie seu depoimento para nós! Como é o trabalho da imprensa alemã? Espero seu comentário.
Site pesquisado: www.destinoalemanha.com
-
Blog Novo em Folha
Este blog não é um dos meus preferidos simplesmente porque pertente ao grupo Folha, um dos mais respeitados do país.O que mais chama minha atenção nele é a dinâmica constante entre os trainees da Folha de S.Paulo e a editora de treinamento Ana Estela de Sousa Pinto (figura fantástica que tive o privilégio de conhecer durante o congresso da Abraji em Belo Horizonte). Além do constante diálogo entre eles o internauta é convidado a participar também com seus comentários e sugestões. O último post que li hoje é do trainee Maurício Horta que fez a cobertura do velório da Ruth Cardoso, ex-primeira dama do Brasil, esposa de Fernando Henrique Cardoso. Vale a pena correr lá e absorver todos os “toques” do trainee que esteve entre tantos famosos em um lugar só. No mesmo post há um link falando sobre como ele cobriu o velório de uma pessoa menos conhecido, e aborda amplamente as questões de protocolo durante o velório de uma pessoa famosa. -
Censura de imprensa no Brasil
Apesar de evitar-se a falar no assunto, a censura está aí. Na cara de quem quiser ver. A Folha de S.Paulo é condenada a pagar multa por entrevistar a pré-candidata a prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy. Fico indignada! A justiçã não é morosa? Há milhares de processos que levam anos para serem julgados? Então porque essas coisas inúteis que vão de encontro a constituição que garante (em termos) a liberdade de imprensa? Façam-me um favor. Parem o mundo que eu quero descer!!!Sabe, não vivi os tempos da Ditadura Militar, mas lendo textos do Ricardo Kotscho, do Ziraldo, Zuenir Ventura, Henfil, e a luta de tantos jornais que sobreviveram ao AI-5 me pergunto como enfrentar o inimigo? Na verdade, naquela época sabia-se claramente quem eram os inimidos da imprensa… o governo militar. “Brasil ame-o ou deixe-o”, as coisas não funcionavam assim?E agora? Vivemos nesta falsa democracia, onde milhares vivem na miséria passando fome. A Folha como tantos outros jornais tenta informar da maneira que pode seus leitores, e vem a justiça condenar? Como identificar agora quem são esses inimigos?Em tempos assim que viajo nas charges do Henfil. Ele realmente é referência dos longos anos de DOI-CODI e tudo mais. Na charge diz: “Rapazes eu achei o inimigo: o inimigo somos nós”. Pense e reflita. -
Militares entregam rapazes para ser executados no RJ
Três jovens do Morro da Previdência, no centro do RJ foram apreendidos por militares do Exército Brasileiro e deixados na favela da Mineira. Os rapazes foram mortos e jogados em um lixão. Os militares envolvidos no caso confessaram que deixaram os rapazes na favela rival para que os traficantes dessem um “jeito” neles.Ouvi há pouco no ‘Repórter CBN’ que o assunto causou grande repercussão na mídia internacional. Em um desses jornais está escrito: “Os brasileiros não sabem agora se tem medo da polícia ou dos bandidos”.O Exército que recentemente foi citado como uma das instituições em que a população mais confia, têm sua imagem sendo rompida aos poucos. É no mínimo, lastimável! -
Violência contra jornalistas – até quando?
Li há pouco no portal do O Tempo que um jornalista da BBC de Londres foi encontardo morto hoje, em Cabul. Meu Deus, em dois dias é o segundo jornalista só da BBC.Ele foi assassinado “simplesmente” porque ele é jornalista. Que quarto poder é esse? Na minha opinião não tem quarto poder, se houvesse realmente, assassinatos brutos assim, não aconteceriam com tanta frequência no mundo todo. Inclusive aqui no Brasil, como no caso Tim Lopes, ou como a equipe do jornal O Dia, que foi sequestrada e torturada.
Alguém, por favor, poderia dizer como exercer a liberdade de imprensa?
Liberdade… essa é a palavra! Não pude deixar de recorrer ao Dicionário da Língua Portuguesa – Aurélio.
Liberdade sf. 1. Faculdade de cada um se decidir ou agir segundo a própria determinação. 2. Estado ou condição de homem livre. 3. Confiança, intimidade (às vezes abusiva). * Liberdade condicional. Jur. Liberdade, com algumas condições restritivas, que se dá a certos condenados, antes do fim da pena.
Minha conclusão é que vivemos em liberdade condicional, pois estamos condenados à opressões, medos, represálias. Quando seremos livres de fato?
-
Globo demite repórter que “derrubou” avião
Segundo informações na Folha Online de hoje, foi demitido o jornalista que notíciou (na GloboNews, e ainda induziu outro profissionais ao erro) o choque do avião da empresa Pantanal em um prédio em São Paulo, no último dia 20.Na mesma matéria consta que a Globo disse apenas que “tomou as medidas que julgou necessárias e que dizem respeito aos seus procedimentos internos”.Pode até parecer injustiça da Globo demitir um repórter/produtor (o nome não foi divulgado) porque deu uma notícia errada. Mas não é apenas isso. Sem defender a Rede Globo de Televisão, pois, defendo o bom jornalismo. A funçao do repórter, antes de informar qualquer fato é checar a informação, incansavelmente. O que aparentemente não foi feito por este “infeliz” repórter.Pelo menos, esse tipo de erro, ele não cometerá mais (espero!).


