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    Resenha: Um passarinho me contou

    FullSizeRender 2Terminei no último fim de semana a leitura do livro Um passarinho me contou – relatos de uma viciada em Twitter, da “síndica do Twitter”, Rosana Hermann.

    O livro foi lançado em 2011, no auge do Twitter. Pode parecer uma leitura “velha e ultrapassada” por se tratar de digital e de uma rede que não está no seu ápice nas terras tupiniquins.

    Mas, enfim, tenho assistido palestras da Rosana na Campus Party desde 2011, exatamente o ano em que ela lançou o livro. Não tinha tido como comprar antes, mas, super valeu a pena. A leitura é super leva, divertida e em alguns momentos, até emocionante.

    O livro possui capítulos curtos e que trazem várias temáticas para à mesa como: O dia em que entrou no Twitter, Bonecão de Posto, Barracos, Ghost, fake cole e tudo mais, Trending Topics, Trolls, “Houston, we have a problem”. Not, Para quem tuitamos, Twitter e as grandes coberturas jornalísticas, entre outros.

    É legal que a Rosana fala em detalhes sobre a criação do Twitter, sobre como chegou ao Brasil, ela uma das primeiras brasileiras na rede, desde 2007. Ao longo do livro ela tem vários links “encurtados” com referências, curiosidades, dados e estatísticas que mostram a importância da rede nesta era de revolução digital. Inclusive, o papel do Twitter em revoluções políticas sanguinárias.

    Também comenta sobre os barracos na rede, até mesmo aquele que a Xuxa apelou com os internautas e abandonou o Twitter que criticou a filha dela. Ah, o livro também aborda questões sobre a linguagem da rede, os memes, boas e más práticas.

    Mas, de tudo que li, a história que mais me marcou foi ela contando sobre a experiência de ter ido conhecer a Nasa nos States, por meio de um tuíte. Ela foi uma das 100 tuiteiras em todo o mundo selecionadas à visitar o lugar. Gente, era um sonho dela, pessoal, guardadinho. Ela pode entrar em diversos ambientes da Nasa e até mesmo assistir lá, ao vivo, uma conversa do então presidente Obama com os astronautas na Estação Internacional. E claro, ela transmitiu ao vivo de lá.

    O livro é uma delícia, te faz lembrar de momentos históricos do Twitter, mas, destaca uma das características da rede. O foco nas transmissões/acontecimentos ao vivo. E se pensar bem, o que faz o Twitter relevante ainda em 2017 é exatamente isso. Este ano em uma palestra da rede na Campus Party foi noticiado que a partir deste ano teremos transmissões ao vivo pelo Twitter de modalidades esportivas, como já acontece nos Estados Unidos.

    É a Rosana sabe mesmo de tudo. Acho difícil acabarem com o Twitter, apesar de já anunciarem o fim dele tantas vezes. O que vejo é cada vez mais gente voltando para a rede afim de se manter melhor informado.

    Leia o livro da Rosana! Ria, se divirta, aprenda, sofra de saudosismo digital e claro, siga-a. Ela é uma figura excêntrica e inspiradora. Sua energia é contagiante. Ler o que ela escreve nos dá a impressão de ouvi-la falar.

     

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    CPBR10 – Rosana Hermann fala sobre Pós-Verdade

    Em palestra na 10ª edição da Campus Party Brasil, Rosana Hermann começou lembrando que participou como palestrante em todas as edições da CPBR.

    Na palestra falou sobre a renomada instituição inglesa, Oxford, e sobre o fato dela alimentar conhecimento há mil anos no mesmo lugar. Anualmente o Dicionário Oxford elege a “palavra do ano” que é inserida nele.

    Em 2013 a palavra do ano foi “selfie”, em 2014 a palavra do ano foi “vape” e em 2015 a palavra foi “emoji”. Todas sempre ligados a algum comportamento atual e relevante na sociedade.

    Em 2016 a palavra do ano foi “” que traduzida é pós-verdade. Rosana destacou ao longo da palestra sobre a importância de refletir sobre esta temática e apresentou aplicações práticas do termo. “Não podemos viver pensando que a vida seja: ‘penso, logo, é isso'”.

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    Rosana palestra na CPBR10 | Foto: Elis Amâncio |

    Resumidamente, pós-verdade é quando mesmo conhecendo a verdade sobre um determinado assunto, a pessoa escolhe continuar acreditando na mentira. Um dos exemplos usados pela Rosana é a questão sobre comer manga com leite fazer mal. Apesar de ser provado cientificamente que não há problema em ingerir os dois alimentos juntos – inclusive, há sorvete de manga – existem pessoas que preferem acreditar que faz mal e não ingerem os dois alimentos juntos.

    Rosana explicou que a era da pós-verdade tem muito a ver com a “cognição preguiçosa”, teoria do psicólogo prêmio Nobel, Daniel Kahneman. “As pessoas tendem a ignorar fatos, dados e eventos que obriguem o cérebro a um esforço adicional”.

    Também destacou a fala Joseph Goebbels, chefe da propaganda nazista disse: “Uma mentira repetida mil vezes vira verdade”.

    As pessoas não pensam muito sobre o que publicam e discutem nas Redes Sociais, por exemplo. Rosana comentou sobre o fato das pessoas lerem a manchete em um post, e apenas o fato de gostarem do que leram ali, compartilham o link. Segundo ela, somente 18-19 retuítes depois as pessoas percebem que o link estava quebrado. “Elas simplesmente retuítam sem ler a notícia completa”.

    Na apresentação da palestra havia a seguinte informação: “Um estudo da Universidade de Stanford com cerca de 7,8 mil estudantes mostra que os jovens entrevistados são incapazes de avaliar a veracidade das informações nas redes. É preocupante constatar que 80% não diferenciam entre notícias reais e conteúdo patrocinado e 40% confiam em informações questionáveis publicados por fontes desconhecidas”.

    Rosana concluiu sua palestra falando da importância de publicarmos conteúdo com fontes seguras na Internet. Pois, somos responsáveis pelo que compartilhamos. Assim, tornaremos nossa rede ainda mais confiável.

    Sobre Rosana Hermann: atualmente é gerente de Inovação do Portal R7, colunista do Jornal da Record News sobre Tecnologia e Internet ao lado de Heródoto Barbeiro, convidada semanal do programa NBlogs da Record News. Dá aula de roteiros na FAAP (graduação), escreve colunas regulares para o YouPix e para o blog da Brastemp. É uma das vinte pessoas mais influentes do Twitter mundial de acordo com o TweetLevel.​