Comunicação
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Como conseguir melhores resultados com Marketing Digital em 2018?
Desde outubro estou de olho nos comentários, vídeos e palestras que comentam as tendências do Marketing Digital para 2018. E como isso impacta nossa realidade, seja em um pequeno negócio, instituição, ou mesmo, para as igrejas e ministérios – que é o nicho que atuo mais diretamente?
Se você quer melhores resultados em suas divulgações, serviços e vendas, sugiro que olhe com muita atenção o que dizem alguns dos profissionais que mais respeito no mercado digital do Brasil e o que eles pensam sobre Marketing Digital para 2018.

== Principais tendências do Marketing Digital para 2018 ==
Edney “InterNey” Souza, Professor e Consultor, São Paulo/SP.
1. Chatbots: é uma das grandes apostas, é um tema que já tem grandes resultados em 2017, como por exemplo a atendente virtual da Vivo que responde mais de 100 mil perguntas por mês. O diferencial competitivo de uma empresa que usa chatbots em relação a sua concorrência é incrível. É possível criar um chatbot simples usando o chatfuel.com
2. Comunidades: Cada vez é mais difícil falar com seu consumidor através das redes sociais tradicionais em função das mudanças de algoritmo. Uma tendência que está crescendo é a criação de comunidades com fãs: Essa empresa https://www.wololo.tech/ tem um app chamado Talkative para ajudar nessa missão.
3. Vídeos vão continuar sendo o formato que mais engaja. Pode ser YouTube ou Facebook, podem ser Stories no Instagram, vídeos curtos no Twitter ou ainda Lives em diversas plataformas (Facebook, YouTube, Instagram, Periscope, Twitch.tv). Se você ainda não tem uma estratégia de vídeos é hora de pensar nela para 2018.
4. Influenciadores se tornaram uma forma bastante eficiente de trabalhar marketing digital. Existem mais de 84 empresas especializadas no Brasil e é preciso saber encaixar diferentes tipos de influenciadores na sua estratégia.Flávia Gamonar, Cofundadora do O que move o marketing e sócia da 321 Comm, doutoranda em Mídia e Tecnologia, Linkedin Top Voices, vencedora do Prêmio Digitalks em Content Marketing e coautora do livro Disruptalks: carreira, empreendedorismo e inovação em uma época de mudanças rápidas. São Paulo/SP.
1. Reinvenção do Inbound Marketing e Marketing de Conteúdo: estamos saturados de conteúdo na Internet e ficou ainda mais difícil ser visto. Será preciso humanizar ainda mais o processo, criar conteúdo mais real, colocar todo mundo da empresa pra criar com uma linguagem mais acessível.
2. A automação e o uso de tecnologias devem aumentar, nem por isso significa que terão cara de robotização, mas permitirão personalizar ainda mais a entrega de conteúdo personalizado e bem segmentado.
3. Influenciadores atuando muito além de publiposts e presença vip, mas, criando ações junto com as marcas é algo que deve crescer ainda mais, bem como os influenciadores corporativos. Eles podem fazer entrevistas com convidados, dar aulas e palestras e se tornarem experts nos produtos das marcas. A transparência deve aumentar ainda mais, não há mais espaço para não ser de verdade quem a marca ou a pessoa são.
4. Eventos: O profissional de marketing deve estar atento a assuntos que vão além do marketing. Recomendo os eventos da SAP e o ITFOrum, que estão falando bastante sobre inovação, internet das coisas, machine learning. Além disso, os eventos da Harvard Business Review, o Share Talks que tem ido a várias cidades do Brasil, o Social Media Week e o Shestec/FINIT em BH. Tem ainda os cursos que levamos pelo Brasil no O que move o marketing e os eventos do Disruptalks que vão bombar em 2018.Gutenberg Almeida, Coordenador da Especialização em Comunicação Digital e Mídias Sociais, coordenador especialista do MBA em Marketing Estratégico e Branding e do MBA em Gestão de Vendas e Relacionamento com clientes, Professor nos cursos de Marketing, Gestão Comercial, Relações Públicas e Processos Gerenciais. Belo Horizonte/MG.
– Migração (temporária) do Facebook para o Instagram: Em nível nacional acredito que 2018 será um ano tenso, especialmente no Facebook, por conta das eleições presidenciais e a tradicional polarização política pode deixar ânimos exaltados, o que gera debates acalorados e irrita quem não quer debater política nas mídias sociais. No meu ponto de vista isto induzirá as pessoas ao êxodo (temporário) do Facebook em direção ao Instagram, já que lá o volume de comentários sobre “tretas” costuma ser menor.Rafael Martins, CEO e Co-fundador do Share, Porto Alegre/RS.
1. Vídeos com mais presença, principalmente, vídeos ao vivo.
2. Mais ações de marcas e veículos com VR (Realidade Virtual) e IA (Inteligência Artificial).
3. Chatbots.
4. Aumento exponencial de Mídias Sociais em geral.Rafael Terra é CEO da Fabulosa Ideia. Professor de MBA das principais instituições de ensino do país, entre elas ESPM e PUC. Palestrante nacional de Marketing Digital e Humanização de Marcas.
1. Bots: toda a empresa terá que criar um em 2018. E mais que isto: educá-lo.
2. Inbound PR: se fala muito em Inbound Marketing e pouco em Inbound PR, que é a busca de lead a partir de pautas.
3. Anúncios no WhatsApp: queira ou não eles serão uma realidade e toda agência terá que aprender desenvolver campanhas de ADS na plataforma.
4. Linkedin: sim, é incrível que esta rede social está ganhando somente força agora com as empresas. Há muito tempo a plataforma é vista apenas para colocar currículo, mas neste ano vimos cases de pessoas e empresas transformando seus negócios a partir da plataforma. Ou seja: em 2018 muita gente e empresa começará ver a rede com o empenho que ela merece.
5. Stories na rotina das marcas: algumas empresas já utilizam o recurso bem, mas em 2018 as Stories realmente vão entrar na rotina de conteúdo diário das marcas. Não serão mais só pensadas em ações pontuais e, sim, como estratégia diária.Raquel Camargo, CEO da Lhama.me, Mestre em Estudos de Linguagens, Consultora de Marketing Digital, Professora e Coaching. Melbourne/Austrália.
1. Realidade aumentada: mais democrática e mais em alta.
2. Por fatores econômicos os empreendedores mais próximos do Marketing Digital: Deixa de ser uma atividade específica de um profissional e passa a ser algo mais democratizado e eles conseguirão colocar mais a “mão na massa”.
3. Blockchain: algo que pode afetar muito em 2018 é toda a questão do BlockChain vai afetar indiretamente nosso mercado. Principalmente a questão de mídia paga e moeda, que envolve novas moedas, Bitcoin e BlockChain. Confira artigo no Single Rain.
=== Principais eventos para 2018 – mencionado pelos profissionais entrevistado (também incluí alguns por conta própria)===
– Campus Party (em São Paulo e com edições em outros estados).
– Congresso de Comunicação Bola de Neve
– Ecommerce Brasil
– Fantástiko Day (Marketing Digital para o setor Imobiliário)
– Festival Path
– Gramado Summit
– Harvard Business Review
– Inforuso
– InterCon
– ITForum
– Maratona Digital (Fabulosa Ideia)
– PlugNoAR
– Proxxima
– RD on the road (versão que viaja o Brasil do RD Summit)
– RD Summit (Florianópolis/SC).
– SAP
– Share (realiza edições em diversos lugares do Brasil)
– Social Media Week São Paulo
– VtexDay
– YouPixConQuer sugerir um evento para esta lista? Escreva para: contato@elisamancio.com.br ou deixe aqui nos comentários!
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Reconhecimento – votos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Hoje recebi um ofício da Assembleia Legislativa de Minas Gerais com voto de congratulações pelo lançamento do meu livro, Mídias Sociais na Igreja. Meu agradecimento especial ao deputado estadual Léo Portela e presidência da casa pelo reconhecimento e consideração.
Trabalha com digital focado no meio cristão tem sido um desafio que tenho como missão diária de vida.
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Entrevista: Sabe o que é Box 95? Conheça o clube de assinaturas de livros cristãos reformados
Quantos livros você leu este ano? Sei que para alguns pode ser vergonhoso responder a este tipo de pergunta. Para quem faz parte do clube de assinaturas, , criado no início deste ano, deve ter lido em 2017, pelo menos, 10 livros!
Mas, como fomentar a leitura de livros em uma era tão digital? Não só pensando nisso, mas, também em estimular o aprendizado teológico reformado que os sócios João Guilherme (inclusive, quem respondeu a esta entrevista) e Olavo Bandeira tiveram a ideia de criar a Box 95. Leia a entrevista e conheça este projeto que tem o compromisso de enviar parte de sua renda para um projeto na Ruanda e Congo, na África.
Na foto: Olavo Bandeira e João Guilherme, criadores do Box 95 Box 95 enviado para os assinantes Elis Amâncio: Como surgiu a ideia para criar um Clube de Assinaturas Reformado? De onde veio a inspiração?
Box95: A ideia partiu do Olavo. Ele já conhecia outros clubes de assinatura que não tinham temática cristã. Como somos do meio reformado e não existia esse serviço, a ideia era atender o público ao qual pertencemos. A inspiração surgiu de clubes já existentes nos EUA e no Brasil. Temos algumas boas referências de clubes de livros e outros ramos que fizeram sucesso. Olavo convidou João para participar do projeto e ele aceitou, então os dois começaram juntos e desenvolveram as ideias iniciais chegando no formato que foi lançado.Elis: Quem são Olavo e João Guilherme?
Box95: Olavo Bandeira nasceu em Vitória (ES), mas se mudou para Brasília quando criança. Já nasceu em lar cristão, batista, e hoje é presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil. É formado em Design Gráfico e já teve outras três experiências anteriores de empreendedorismo em outros ramos.João Guilherme nasceu em Brasília (DF). Já morou na Bahia e no Espírito Santo. Também nasceu em lar cristão, também batista, e também é presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil. É advogado e antes da Box95 trabalhava como servidor público no Governo do Distrito Federal. Ambos congregam na Igreja Presbiteriana do Encontro Vinho Novo, em Brasília.
Elis: É possível dizer que a Box 95 é uma maneira de incentivar a leitura e o conhecimento? Como vocês percebem a repercussão deste movimento?
Box95: Sim, é possível dizer que a Box95 é uma maneira de incentivar a leitura e o conhecimento teológico. Mas, a Box95 é mais que isso. Como clube de assinatura de livros cristãos, vemos nossa missão como incentivo à leitura, mas também como agente de estímulo à formação teológica de quem já é reformado e de divulgação da teologia reformada para quem não é. Em última análise, nosso objetivo é propagar a sã doutrina e uma teologia que seja bíblica, saudável e acessível.Nossa percepção é muito positiva, pois vemos que existe muito interesse das pessoas por boa teologia, porque a teologia ruim não se sustenta, não dura muito tempo, justamente por não ser bíblica. É gratificante ver que as pessoas estão buscando teologia saudável, que os canais de YouTube de teologia reformada estão entre os mais acessados, que os pregadores reformados estão entre os mais assistidos, que muitos livros reformados são vendidos. Para nós é um privilégio poder, de alguma forma, fazer parte disso.
Elis: Existe alguma história/testemunho marcante de alguém que tenha adquirido a Box 95 que podem compartilhar conosco?
Box95: Graças a Deus, temos tido muitos retornos positivos e recebido muitos testemunhos de pessoas que recebem nossas caixas e são abençoadas pelos materiais enviados. As histórias são diversas. Desde pessoas que acabaram de descobrir a teologia e estão buscando uma formação inicial até pastores que querem complementar suas leituras com algo relevante. Nos últimos dias, pudemos testemunhar algo muito bonito vindo dos próprios associados. Temos um grupo no WhatsApp, onde os associados podem trocar informações e impressões sobre nossas caixas, bem como tirar dúvidas ou simplesmente fazer amigos.Em outubro, um dos associados informou no grupo que não receberia a caixa especial do mês da Reforma, pois não teria como pagar por ela. Alguns associados se juntaram e fizeram uma vaquinha para pagar a caixa dele. Isso nos comoveu profundamente, pois mostrou mais uma vez que não somos apenas um clube de assinatura de livros, temos sido uma expressão do corpo de Cristo atuando em prol da expansão do Reino. E isso é muito gratificante.
Elis: Como é feita a escolha dos livros e demais componentes da Box 95?
Box95: Nossas escolhas são todas feitas com antecedência de alguns meses entre nossas editoras parceiras. A partir dos livros a serem lançados que eles nos apresentam, nós escolhemos aqueles que melhor se encaixam nos nossos critérios (conteúdo, formato, autor, tema, preço, tamanho, etc…). Além da nossa equipe interna, temos alguns teólogos reformados parceiros que formam uma curadoria para nos auxiliar na seleção, principalmente em relação ao conteúdo.Elis: Além do envio dos livros e do canal no YouTube, vocês tem fomentado as discussões sobre as publicações (livros do mês) em algum outro canal?
Box95: Além dos grupos no WhatsApp e no Facebook, nós iremos lançar nos próximos meses um clube de leitura para acompanhar, orientar e incentivar a leitura entre os nossos associados. (essa é uma informação de primeira mão 😉) #ficaadicaElis: Para vocês qual a maior importância deste resgate – em um contexto geral pelo Brasil – da história da Reforma Protestante?
Box95: A maior importância é o desenvolvimento de cristãos e igrejas saudáveis que vejam em Cristo o Senhor de suas vidas em todos os aspectos. Acreditamos que a propagação da sã doutrina, do Evangelho verdadeiro, é capaz de moldar nossa sociedade e transformá-la. Historicamente, existe uma relação profunda entre o estabelecimento da Reforma Protestante e o desenvolvimento econômico e social dos países no mundo. A pregação do Evangelho é a melhor solução para as mazelas do Brasil. Esse é o nível de importância.Elis: Poderia explicar para nossos internautas o que difere um cristão de um cristão reformado?
Box95: Difícil listar diferenças. Podemos falar de nós, ou seja, dizer o que é um cristão reformado. Cristão reformado pode ser considerado um cristão que busca ser fiel aos ideias da Reforma, ir contra heresias e práticas antibíblicas. De forma muito simples, ser reformado é querer ser sempre bíblico. Por isso, em um contexto em que muitos se dizem cristãos sem que isso signifique quase nada, queremos ser cristãos reformados porque queremos nos identificar com o movimento de resgate da fidelidade às Sagradas Escrituras, de pregação da justificação pela fé e da providência divina, bem como de estímulo ao estudo de livros e da própria Bíblia.Elis: Quantas pessoas trabalham hoje para que o Box 95 chegue na casa das pessoas?
Box95: Hoje nós somos 6 pessoas em dedicação integral, mais 6 prestadores de serviço que trabalham por demanda.Elis: Quais os próximos passos da Box 95? Vem coisa nova por aí?
Box95: Sim, teremos muitas novidades em dezembro e janeiro. Mas se a gente contar não serão novidades. Aguardem.Elis: Poderiam indicar quais são os autores favoritos de cada um dos dois?
Box95: De longe, o autor favorito de João Guilherme é Francis Schaeffer. Também ocupam lugar de honra Franklin Ferreira e Tim Keller. Para Olavo, seu autor favorito é Tim Keller.Elis Amâncio: E para fechar! Uma mensagem para quem ainda não faz da Box 95.
Box95: Gostaria de receber em casa todos os meses um livro lançamento ou exclusivo junto com uma bela revista com conteúdo exclusivo, mais presente surpresa, marcador de página, frete incluso, e além disso tudo ajudar missões com a sua associação? Faca parte deste clube e viva a melhor experiência literária da sua vida. Entre no nosso site e se associe:|| Por Elis Amâncio
Para sugestões de entrevistas, escreva para: contato@elisamancio.com.br -
Blog da Elis – 10 anos!!!
Na última semana o meu blog alcançou a marca de 10 anos no ar! Lembro de quando decidi criar um canal online para falar sobre Jornalismo e questões ligadas à Comunicação. Meu blog referência na época é uma excelente fonte, o Novo em Folha, que é um blog do Treinamento da Folha de S.Paulo. Quanta coisa legal eu encontrei lá. Como a própria ABRAJI(Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), outra instituição fenomenal do jornalismo nacional.Eu não poderia imaginar que meu blog, aquele espaço, seria minha entrada definitiva para a Comunicação Digital. Comecei a ler e estudar cada vez mais o meio digital. Tive muito acesso a questões ligadas ao Jornalismo de Dados que muito me interessou naquela época.
Relendo alguns dos primeiros posts, vejo aquela visão romântica da estudante de Jornalismo que fui. Sempre convicta de que seria possível usar minha profissão para promover o bem. Minha primeira postagem destacava um pouco sobre isso: “É engraçado encontrar-me diante de um computador e sentir vontade de mudar o mundo… Apesar dos meus 28 anos, sinto-me como uma menina diante do Jornalismo e de tantos outros assuntos e polêmicas que batem à porta”.
Na verdade, nada disso mudou, continuo me sentindo uma menina! E as polêmicas continuam batendo à porta. Daí a importância de entendermos o que iremos fazer das informações que chegam até nós. Será que tudo que vemos, lemos e nossas opiniões precisam ser publicadas?
Naquela época a visão era diferente. As pessoas se expunham menos, até porque o acesso à Internet era restrito a quem tinha um computador em cada ou acesso no trabalho (faculdade/escola). A rede social em evidência era o Orkut. O iPhone tinha acabado de ser lançado nos Estados Unidos (29 de junho de 2007), ainda não tinha chegado ao Brasil, então, não tínhamos smartphones (ou pelo menos não tínhamos ouvido falar sobre eles). Para acessar um blog, email ou Internet realmente precisávamos de um computador ou notebook.
O meu canal, antigo Verdadeiro Jornalismo, hoje é o Blog da Elis. Ter migrado o meu blog do querido Blogspot (sim, até hoje é o meu favorito) para dentro do meu site foi um desafio. Mas, uma grande felicidade ter conseguido trazer todos os meus posts pra cá. Um serviço gênio da GSW.
Apesar de vivenciar uma década de mudanças, em sua essência o blog continua o mesmo canal. Com aquela vontade louca de ser um agregador de bons conteúdos para quem o busca. Dicas de livros, filmes, eventos, sites e aplicativos. Um pouco de cobertura dos eventos e palestras por onde passo, e agora, divulgando minhas próprias palestras! Há 10 anos não poderia sonhar que me tornaria uma escritora e palestrante. O mundo dá voltas. E graças a Deus que somos surpreendidos para o bem.
Espero ter vocês por aqui, pelo menos, por outros 1o anos, e 10, e 10, e 10!
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Por que as pessoas entendem tão pouco sobre o próprio negócio?
Trabalhar em Consultorias de Marketing Digital tem aberto meus olhos para uma realidade muito dura. As empresas não conhecem bem o negócio que administram. Segundo dados da Junta Comercial de Minas Gerais, cerca de 20 empresas fecharam por dia no estado, em 2016.
Tenho visto a falta de entendimento do próprio negócio em diversos setores. Presto serviços para diversos segmentos, como arquitetura, moda, entretenimento, finanças, educação, evangélicos etc. A questão é que muitas vezes o sócio, gerente, administrador está focado em questões burocráticas e se esquece da importância da Comunicação e do Marketing Digital.
Quantas vezes ao agendar reunião com alguma liderança encontro dificuldades para apresentar até mesmo um relatório de diagnóstico da marca. “Vivo ocupado”. Penso que quem vive ocupado, pode não perceber quando o barco está afundando.
Outras vezes, percebo instituições que não sabe quem é o público-alvo. Ou seja, se o negócio é movido por clientes e ele não sabe com quem pretende falar, como terá uma comunicação assertiva?
Se posso falar aqui com CEOs, gerentes e líderes de empresas, eu diria para que administrem melhor o tempo para conhecer com mais profundidade o próprio negócio.
A Análise SWOT (Forças, Fraquezas, Ameaças e Oportunidades) tão estudada no Marketing tradicional continua valendo mais do que nunca. Ter claramente quais são as forças e fraquezas do negócio, pode ajudar a antecipar cenários, se preparar para as ameaças e identificar reais oportunidades no mercado. Saber quem são seus concorrentes e as práticas deles, inclusive, nas Mídias Sociais pode nortear suas estratégias.
Tenho visto diversos segmentos que usam as Redes Sociais massivamente, mas, apenas para cumprir tabela. Reclamam que não conseguem bons resultados na Internet, mas, não investem em profissionais, planejamento estratégico, implementação e manutenção dele.
Quantas vezes perguntei para gestores qual o público deles na Página do Facebook ou qualquer outra rede e eles não tinham ideia. Nem sabia que era possível checar estas informações na própria rede.
Muitos não tem ideia de com quem estão falando e nem com quem querem falar!
Geralmente as marcas que têm conseguido visibilidade nas Mídias Sociais entenderam que ali não é apenas um espaço informativo, mas, interativo. As pessoas esperam ser respondidas, ouvidas e atendidas com eficiência (na Internet ou fora dela).
Por que as pessoas entendem tão pouco sobre o próprio negócio? É porque estão tão ocupados em serem ocupadas, que não tem tempo para enxergar as necessidades do cliente e a essência da marca.
Onde estão os famosos Missão, Visão e Valores? Guardados em algum quadro na gaveta. Infelizmente.
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Preciso de um emprego – reflexão para quem trabalha nas área de Comunicação e Marketing
Você trabalha na área de Comunicação e Marketing?
Há tempos tenho tido uma percepção da área e hoje tive a confirmação disso de uma profissional de Gestão de Pessoas (recrutadora). Os profissionais de Comunicação e Marketing parecem “meio” descompromissados com a carreira. Muitos não planejam ou pensam sobre o futuro na profissão. – Alguns, mesmo desempregados, agendam entrevistas e não vão.Tem a pretensão salarial muito acima da experiência apresentada no currículo ou mesmo na conversa durante a entrevista.
Vivemos um momento delicado na economia do país. Mas, a crise, de fato, nos gera grandes oportunidades. Sei que a onda do empreender e trabalhar home office está em alta (e que continue). Mas, onde estão aqueles profissionais que buscam oportunidades para colocar em prática o que aprendeu na faculdade, no ambiente corporativo?
➡️Pensando neste cenário, gostaria de deixar algumas dicas para quem estuda ou já se formou na área de Comunicação e Marketing:
🔴 Pense no seu futuro: onde você pretende estar daqui cinco anos? Para que se concretize comece a lutar por isso agora.
🔵 Estude algo novo: Photoshop, design, programação,produção/edição de vídeos ou fotografia, etc.. São diferenciais e tanto para seu currículo.
⚫️ Está em busca de recolocação profissional? Pesquise o perfil e o mercado da empresa antes da entrevista.
🔴 Mostre o “brilho” nos olhos. Você realmente gosta da sua profissão? Então deixe que os outros percebam isso em você!
🔵Seja comprometido com a instituição para a qual trabalha.
⚫️ Faça cursos online gratuitos: Certificação Inbound Marketing Hubspot | Cert. em Marketing de Conteúdo e Produção de Conteúdo Universidade Rock Content | Escola de Criadores de Conteúdo do YouTube (joga no Google). Se pretende construir uma carreira corporativa na área de Comunicação e Marketing, saiba que o mercado está em busca de bons profissionais – e não estão encontrando. Somente nos últimos 7 dias vi duas vagas em BH. Ambas, com dificuldade para contratar.
Bora crescer! 👊🏻 -
Feliz Dia do Jornalista
A foto é antiga, mas, o sentimento é o mesmo. AMO SER JORNALISTA!
Desde os tempos da escola me vi jornalista. Fui muito incentivada por meu professor (Oscar) a ser esta profissional. Não dessas que estão na frente das câmeras, mas, daquelas que vivem nos bastidores da notícia. Produzindo textos, artigos, matérias que pudessem impactar a vida de meus leitores.
Os anos foram passando e com o advento da tecnologia tornei-me especialista em Comunicação Digital e Mídias Sociais. E podem ter certeza, se sou quem sou hoje, é pelo fato da jornalista que me tornei ao longo dos anos. Desde minha primeira matéria publicada em setembro/94, no Jornal O Liberal, em Dores do Indaiá, até minha última palestra sobre Influenciadores Digitais, semana passada em BH, não tenho dúvidas: AMO MINHA PROFISSÃO. Atuo em uma nova vertente dela, fato, mas, não muda quem sou.
Já trabalhei em assessoria, rádio, jornal, revista, sites e portais de notícia.
Tenho o privilégio de ter no rol de mentores pessoas que conheci pessoalmente e que me deram conselhos/ensinamentos valiosos que carrego comigo como Dídimo Paiva, Ricardo Kotscho, Hila Rodrigues, Miriam Leitão, Sérgio Abranches, Heródoto Barbeiro, Fabiana Arreguy, Itamar Mayrink, entre outros que com certeza vou esquecer o nome.
Feliz Dia do Jornalista!!!P.s.: Não fui, não sou e nunca serei daqueles que tem vergonha da própria profissão e que até “rasgariam” o diploma. Vivi quatro anos intensos e muito importantes na Faculdade e tenho muita gratidão pela minha trajetória. 💕🙏🏻🎓
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As mulheres e a competição no mercado de trabalho
Confesso que não acreditava muito nesta história de competição entre mulheres no mercado de trabalho. Passei a vida inteira trabalhando com homens e mulheres, e, poucas vezes percebi que havia alguém “competindo” comigo.Pensava que os homens fossem mais competitivos. Mas, na verdade, tenho analisado alguns (e algumas) profissionais e percebido que na verdade, os homens são mais declarados no que diz respeito à competição. O cara quer ser o melhor no que faz e pronto. Não há problema em batalhar para ser melhor no que faz. O problema está quando passamos por cima de princípios e caráter para parecer melhor no que faz, mas, não é.
Este ano está completando 10 anos que trabalho com Redes Sociais. Sim, comecei a levar a sério este trabalho ainda nos tempos das comunidades no Orkut. Antes, tive blog e flogs, nada profissionais, mas, que já me deram ideia do que seria produzir conteúdo para colocar na Internet. Quando os blogs e flogs surgiram, eu tinha receio de onde o excesso de exposição iria parar. Observava mais do que publicava.
O tempo foi passando e este lance de digital, ainda tão novo para nós, passou a ser algo que fui levando cada vez mais a sério. Ao meu redor tive poucas mulheres que conheciam ou entendiam do que eu estava falando. Sério. Na faculdade, não me lembro de nenhuma colega que tivesse interesse pelo digital como eu tinha. No MBA encontrei uma galera já avançada no aprofundamento desta área, mas, não senti competição. Até porque, ali os perfis eram bem diferentes. Cada um em um nicho de atuação. Não rolava competição.
O que venho percebendo do ano passado para cá, é que cada vez mais mulheres vem trabalhando no meio digital – e que ótimo isso. Quantas vezes fui a eventos em que os palestrantes eram exclusivamente “homens bem sucedidos”. Mas, por outro lado, tenho sentido a tal falada competição que rola entre as mulheres que trabalham em um “mesmo ambiente”.
Por ser consultora, palestrante e professora estou acostumada a compartilhar conhecimento e ver outros compartilhando o conteúdo aprendido comigo. Faz parte da minha vida e é muito gratificante. Entretanto, tem me assustado ver profissionais – colegas da área – que usufruem do meu conhecimento e material e replicam como se fossem a fonte e não dão o menor crédito ao tempo que passo pesquisando, estudando e testando.
Tenho percebido que as mulheres têm se unido nas questões feministas – nunca busquei representatividade nestas questões – até porque, quem me conhece sabe que batalho pelo que acredito e o fato de ser mulher, nunca me fez pensar que não conseguiria. Tem me incomodado bastante conhecer e conviver com outras profissionais que vivem na vibe do feminismo profissional, mas, pelas costas, estão construindo o nome delas, pautadas no trabalho de outras pessoas – e não da maneira legal.
Não me sentiria confortável receber mérito por coisas que não fiz, não estudei, pesquisei. Entretanto, aprendi facilmente com a dica de alguém. Tem coisa melhor que dar crédito ao trabalho bem feito de outra pessoa? Não tem. Isso se chama parceria, irmandade, seja lá como você vai entender.
Ouvi em uma palestra do SEED, lá no Campus São Paulo (Google), uma empreendedora dizendo que no mercado das Startups os mineiros são mais legais e leais no quesito compartilhar informação. Que por ser paulista, ela sentia na pele que em Sampa as pessoas competem mesmo e não compartilham conhecimento. Não podemos ser assim. Independente do sexo. Vivemos na era do conhecimento compartilhado.
Mulheres, construam uma boa rede de relacionamentos pautada na confiança, compartilhamento de informação e lealdade. Fingir ser o que não é não vai te sustentar no mercado por muito tempo. É na fala, no diálogo, na conversa que o cliente percebe quem entende do assunto de verdade e quem não entende. É na entrega dos resultados que as coisas vão se confirmar.
E você já vivenciou algo parecido? Compartilhe nos comentários.
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Contando histórias nas Mídias Sociais
A Coca-Cola está com uma campanha sensacional no ar, se chama “Se você tivesse a chance de agradecer…” O vídeo conta a história da atriz Isis Valverde voltando para sua terra natal Aiuruoca.
Para nós que trabalhamos com Mídias Sociais precisamos ter em mente este mesmo desafio, realizado muito bem pela Coca-Cola em diversas campanhas. Gerar identificação e empatia com o público. Precisamos contar histórias e permitir que estas histórias estejam além de um canal, mas, expandir para outras mídias e meios.
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Contatos profissionais – como lidar?
Hoje em dia as pessoas nem te pedem seu número de telefone ou e-mail. Já chegam com a pergunta: Qual seu WhatsApp? E pensando em diversas situações constrangedoras resolvi fazer um post hoje sobre CONTATOS.
Uma das primeiras coisas que aprendi como jornalista é exatamente sobre a importância de ter uma agenda de contatos. Ela não é importante porque simplesmente te dá acesso a alguém, mas, para estabelecer relacionamento, networking que possibilita novas interações. A agenda precisa ser de relacionamentos. Ter contato e ter relacionamento é muito diferente.
Outra coisa que os anos me ensinaram é o cuidado de manter uma rede de contatos sadia. É tirar da sua agenda pessoas que te procuram só para um “favorzinho”, uma “revisãozinha”, uma “ajudinha”, um “descontinho”, um “textinho”, uma “opiniãozinha”. O que seria isso? Estamos falando de pessoas que tentam usar do seu conhecimento profissional (expertise) para tirar proveito gratuitamente do seu trabalho.
Risque da sua agenda “parceiros” que só entram em contato para favores, isso desmerece seu trabalho. Lembram da época do MSN? Tive um chefe que a frase dele no MSN era: “não me peça para fazer de graça o que eu faço profissionalmente”.
Sei que o post de hoje pode parecer duro e radical. Mas, valorize seu tempo de trabalho, estudos, pesquisas e experiência. Enquanto você gasta energia em projetos errados pode estar perdendo oportunidade de fazer a coisa certa no lugar certo. Sabe por qual motivo? Porque está ocupado demais.
A questão não é puramente financeira, mas, de respeito mesmo. Valorize os profissionais de cada área e segmento. Vai trabalhar com Comunicação e Mídias Sociais? Valorize o trabalho de suas mãos. O SocialMedia não faz apenas “posts”! Ele trabalha com diagnóstico, planejamento, ações, monitoramento, mensuração e avaliação de resultados. Postar, meus amigos, é muito fácil. O difícil é fazer tudo estrategicamente.


