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    MATÉRIA POSTADA NO O ESTADO RJ – 06/10/2007

    Mestre da arquitetura completa 100 anos
    Oscar Niemeyer recebe homenagens em todo país pelo seu centenário
    Foto: Elisandra Amâncio

    Por Elisandra Amâncio
    de Belo Horizonte (MG)

    Oscar Niemeyer completa 100 anos no próximo 15 de dezembro e ao longo deste ano acontece em todo o país diversas mostras, exposições e homenagens ao centenário do mestre da arquitetura brasileira. Niemeyer influenciou a arquitetura moderna mundial, possui obras em diversos países como a Mesquita de Argel na Argélia, a Casa da Cultura na França, o Pavilhão Hide Park na Inglaterra, o Parque Aquático de Postdam em Brandemburgo na Alemanha e ainda no Brasil obras consagradas como na cidade de Brasília (Congresso Nacional, Palácio da Alvorada, Palácio do Itamaraty), entre tantas outras.

    Em Belo Horizonte, o arquiteto foi o responsável pela arquitetura do complexo da Pampulha. A capital mineira é considerada o berço dos trabalhos de Niemeyer. O conjunto é composto pela Igreja de São Francisco de Assis, conhecida como Igrejinha da Pampulha; o prédio do Cassino, hoje Museu de Arte da Pampulha; O Iate Clube e a Casa do Baile. São locais que recebem milhares de turistas todos os anos.

    Uma das exposições parte do calendário de homenagens ao Niemeyer aconteceu em Belo Horizonte até meados de setembro. “Oscar Niemeyer, Arquiteto, Brasileiro, Cidadão” abrigou galerias do Palácio das Artes e do Museu de Arte da Pampulha. Além de conhecer as mais importantes obras do arquiteto, o visitante contou com o auxílio de monitores que realizaram oficinas e visitas orientadas. André da Silva, educador e que foi monitor da exposição, conta que incentivou os visitantes a parar em frente a cada obra e fazer sua própria análise. “Entender o que o arquiteto tentou dizer, em fases diferentes de sua obra, é o grande desafio”, ressalta André.

    Para o enfermeiro Lucas Melo o que chama a atenção nos trabalhos do centenário arquiteto é o seu estilo, tão conhecido pela utilização de curvas. “É interessante porque Niemeyer não fez apenas algumas obras simbólicas, cada uma traz em si as ideologias dele”, relata. Lucas destaca ainda que a cidade de Belo Horizonte tem a cara do arquiteto e sua modernidade arquitetônica.

    Já o professor de Geografia, Carlos Viana, fez questão de levar seus alunos para conhecer o trabalho do arquiteto. No entanto, ele acha que, embora as obras sejam belas e interessantes, Niemeyer desperdiça espaços que poderiam ser mais bem aproveitados.

    Uma das mais famosas frases de Oscar Niemeyer transmite o sentimento, a inspiração, a poesia de quem levou para arquitetura tudo o que viu nas paisagens brasileiras. “Não é o ângulo reto que me atrai. Nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, nas nuvens do céu, no corpo da mulher preferida”, define o arquiteto.

    A mostra vai agora para outras capitais brasileiras. As próximas cidades a privilegiar os trabalhos do mais famoso arquiteto brasileiro são Rio de Janeiro (MAC-Niterói), Curitiba (MON – Museu Oscar Niemeyer) e Brasília (Museu Nacional do Conjunto Cultural da República).

    Notícia Postada em 06/10/2007 por: Elisandra Amâncio

    LINK DA MATÉRIA: http://www.oestadorj.com.br/?pg=noticia&id=775

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    MATÉRIA POSTADA NO O ESTADO RJ – 30/09/2007

    Como a inflação interfere no seu dia-a-dia
    Veja e entenda como a taxa de juros anda se comportando
    Por Elisandra Amâncio
    de Belo Horizonte (MG)

    Geralmente a população não compreende a discussão que envolve o Banco Central e os economistas. No entanto, suas decisões interferem diretamente no cotidiano de toda a sociedade brasileira. O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne periodicamente para discutir a situação macroeconômica do Brasil. Nessas reuniões são definidas, por exemplo, a alíquota da taxa de juros do país, a taxa Selic. Por isso, todo aquele que tem amor pelo seu dinheiro deve ficar atento.

    O matemático Francisco Alves conta que era tesoureiro de uma grande empreiteira na década de 90. Nessa época, dependendo do tipo de aplicação que fazia, quase duplicava seu capital por mês de investimento. “Comprei minha casa própria, meu carro e uma moto”, relata.

    Para Francisco, a situação atual é bem diferente. Após ficar desempregado, resolveu comprar um veículo para transporte escolar e começou a trabalhar por conta própria. Hoje com três veículos, emprega dois funcionários, mas diz que há nove anos presta serviços em escolas e conseguiu comprar apenas um veículo novo nesse tempo. “Acompanho a taxa Selic e sei que isso interfere diretamente na minha vida”, declara o matemático.

    A taxa Selic, que significa Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, é o instrumento primário de política monetária do Copom. Essa taxa está diretamente relacionada aos financiamentos diários entre bancos e demais instituições credenciadas. Pelo Selic é possível calcular a média dos juros que o governo paga aos bancos. Essa média, que é a Taxa Over-Selic, serve de referência para o cálculo de todas as outras taxas de juros do país. Cabe ao Banco Central fiscalizar se a taxa está realmente sendo aplicada.

    De acordo com levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a inflação em setembro foi de 1,29% contra 0,98% em agosto. Apesar do aumento, ela permaneceu na faixa esperada pelos economistas. No entanto, para continuar freando seu crescimento, a Selic deverá permanecer em torno de 11,25% a.a (ao ano).

    Segundo o matemático, isso é um dado positivo. “Se o Banco Central desestimular as aplicações financeiras mantendo a mesma taxa, há possibilidade de os ricos investirem em seus próprios negócios fazendo o dinheiro circular no país”, acrescenta.

    Notícia Postada em 30/09/2007 por: Elisandra Amâncio

    link da matéria: http://www.oestadorj.com.br/?pg=noticia&id=769