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Ebook: Ferramentas Digitais para jornalistas
O Knight Center disponibilizou o livro de Sandra Crucianelli “Ferramentas Digitais para jornalistas”.
Link para baixar livro completo em Português e Espanhol: http://knightcenter.utexas.edu/hdpp.php
Fica a dica!
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O Jornalismo nosso de cada dia…
Há três anos quando criei este blog era uma acadêmica do curso de Jornalismo. Lembro que no momento de escolher um nome para ele foi como “que” instantâneo o termo “Verdadeiro Jornalismo”.
O que mais me incomodava (confesso, ainda incomoda) era o falso compromisso de alguns veículos de imprensa com a abordagem das notícias. Qual seria então o “verdadeiro jornalismo”? Qual deveria ser a postura de quem acredita praticar o tal? A busca pelo “verdadeiro jornalismo” deveria ser mais pessoal ou de uma instituição como um todo?
Claro que não tinha estas respostas, suponho que ainda não as tenha. Mas hoje estive refletindo um pouco sobre a criação deste canal e objetivo inicial dele que seria falar sobre o comportamento da mídia e apresentar novas teorias, ferramentas e práticas para auxiliar na produção do bom e velho jornalismo.
Pensei em utilizar este espaço para compartilhar cursos, seminários, notícias e esses devaneios sobre a profissão que muito ocupam minha mente. Estudando um pouco mais a fundo a história do jornalismo entendemos que em todas as épocas ele foi utilizado como forma de promover alguém ou alguma coisa. Em todos os tempos, por meio de ferramentas e estratégias diferentes sempre existiu a tal “imprensa marrom” ou a chamada “imprensa vendida”.
Uma das minhas indagações sempre foi, por exemplo, porque revista de fofocas vende mais que uma revista de notícias? As pessoas se interessam mais pela vida dos famosos do que pelo decreto votado no Congresso Nacional (que influenciará a vida dele diretamente)?
Atualmente, trabalho como jornalista “autônoma” e também com assessorias de imprensa no meio chamado “gospel”. Migrando para um outro “meio” percebi que não somente em editorias tradicionais, mas também nas novas há uma busca por acertar. Ainda assim, a curiosidade das pessoas pela vida e desgraça alheia ainda me assusta.
Sabe aquele sonho de todo jornalista quando entra na faculdade? “Vou ajudar a mudar o mundo, para melhor, claro”. Parece que ao longo do caminho essa essência se perde. Na verdade, a imprensa não está vendida. Os profissionais também tem se vendido, aberto mão de seus próprios ideais e sonhos em troca de um salário na conta no final do mês.
Ah! O Jornalismo nosso de cada dia… E onde entra o “compromisso com a verdade”, a relevância da informação que interessa ao maior número de pessoas? Isso ainda me assusta! Apesar de que os anos estão passando meus ideais ardem mais fortes do que nunca dentro de mim.
Sonho realmente fazer algo que contribua para a vida daqueles que leem minhas matérias, artigos e sugestões de pauta. Deixando o romantismo de lado, é realmente fazer o que o jornalista deve fazer: informar! Informar com criatividade, zelo com a verdade, usando o máximo de seu background cultural para agregar a construção da notícia.
Devaneio por devaneio. Eu acredito, ainda há esperança!
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4º MediaOn – Seminário Internacional de Jornalismo Online
O novos caminhos do jornalismo: o que a audiência quer consumir e como?
Data: de 9 a 11 de novembro
Local: Itaú Cultural – Av. Paulista, 149 – São Paulo/SPO jornalismo online volta a ser tema de encontro internacional realizado pelo Itaú Cultural e Terra, com apoio da CNN e da BBC Brasil. Nesta 4º edição, o MediaOn debate os novos caminhos do jornalismo com profissionais das principais mídias eletrônicas e impressas e especialistas do exterior, e procura responder o que a audiência quer consumir e de que modo. Como gigantes da mídia mantém o espírito de inovação em suas redações tradicionalmente originárias da velha mídia? Como as interfaces dos “gadgets” afetam a produção e o consumo de notícias?
Essas e outras questões serão debatidas durante o 4º Media On, de 9 a 11 de novembro, no Itaú Cultural. Serão oito painéis que reúnem profissionais brasileiros e internacionais para compartilhar suas experiências com as novas mídias. De Susan Grant, vice-presidente executiva da CNN News Services e Aron Pilhofer, editor de interatividade do New York Times aos coordenadores de campanha na internet dos presidenciáveis, Dilma e Serra.
O evento também será transmitido em tempo real no site www.mediaon.com.br. Acesse e confira maiores detalhes.
Programação
1º DIA – terça, 9 novembro
Abertura / “Super Session” [evento fechado ao público]
19h30 às 21h30
Tema da super session: Como gigantes da mídia – CNN e New York Times – mantém o espírito de inovação em suas redações tradicionalmente originárias da velha mídia e, no meio da batalha, garantem que enfrentam os competidores corretos na briga pela audiência.Oradores:
Susan Grant, vice-presidente executiva da CNN News Services, divisão da CNN WorldWide que engloba as atividades digitais da empresa e seus negócios com afiliados. Susan é membro do Comitê Executivo da CNN e conta em seu portfólio com o site CNNMoney.com, o serviço CNN Mobile e o portal CNN iReport, uma comunidade de notícias geradas pelos usuários.Aron Pilhofer, editor de interactive news do New York Times e gestor da equipe de jornalistas responsável pelos aplicativos usados em reportagens online do periódico. Também é co-fundador da “DocumentCloud.org”, um projeto concebido para facilitar o acesso, pesquisa e análise de documentos.
Mediador: a confirmar
Atividades do 4º MediaOn abertas ao público
2º DIA – quarta, 10 novembro – PAINÉIS DE DEBATE [todos os painéis são abertos ao público]Painel 1 –- quarta, 10
9h30 às 11h
Computadores tablet, e-readers e smartphones: Como inovar e produzir conteúdo no mundo digital.
– Mediador: Andre Deak, jornalista multimídia
– Debatedor: Alberto Cairo, diretor de infografia e multimídia na revista Época e Pablo Mancini, Jornalista, gerente de Serviços Digitais do Grupo Clarín, Professor do Master de jornalismo Digital da Universidade Mayor do Chile e autor do blog amphibia.com.brPainel 2 –- quarta, 10
11h30 às 13h
Eleições 2010 e a internet – Um balanço dos resultados
Coordenadores de Internet dos principais candidatos à presidência mostram resultados e discutem a primeira eleição brasileira sob o efeito intenso das redes sociais.
Mediador: Heródoto Barbeiro – jornalista da CBN/ TV Cultura de São Paulo
Debatedores: Marcelo Branco, Dilma Roussef (PT); Caio Túlio Costa, Marina Silva (PV) e Soninha, José Serra (PSDB)Painel 3 – quarta, 10
15h30 às 17h
Anunciantes valorizam conteúdo ou audiência?
Gigantes da Mídia, conteúdos amadores, profissionais e redes sociais: quem ganha e quem perde no jogo da publicidade.
Mediador: Paulo Castro, Diretor Geral do Terra Brasil
Debatedores: João Batista Ciaco, diretor de Publicidade e MKT de Relacionamento da Fiat; Carlos Werner, Sansung; Abel Reis, presidente da AgênciaClick e Sérgio Valente, Presidente da DM9Painel 4 – quarta, 10
17h30 às 19hQuem pauta quem e quem consome o quê? – mídias sociais x sites de jornalismo: a caça do furo e do leitor
Mediador: Silvia Bassi, IDG Brasil, Publisher
Debatedores: Matthew Eltringham, um dos principais especialistas de mídias sociais da BBC; Julian Gallo, Jornalista argentino especializado em temas tecnológicos e consultor de meios interativos, editor do blog Mira!3º Dia – quinta, 11 novembro
Painel 5 – quinta, 11
9h30 às 11h
O humor e o jornalismo digital
Mediador: Benjamin Back, apresentados do Estádio 97 e blogueiro do Lance
Debatedores: Maurício Ricardo, Charges.com.br ; Antonio Pedro Tabet, Kibe LocoPainel 6 –- quinta, 11
11h30 às 13h
Redações integradas: a convergência em números e qualidade
Executivos de grandes meios de comunicação brasileiros mostram como foi feita a convergência com o mundo digital em suas redações e discutem resultados e o futuro.
Mediador: Leão Serva, diretor de redação, Diário de São Paulo.
Debatedores: Sergio Dávila, editor-executivo, Folha de São Paulo e Ricardo Gandour, Diretor de conteúdo, Grupo Estado.Painel 7 – quinta, 11
15h30 às 17h
O novo consumidor de informação – Usuários mostram em tempo real como se relacionam no mundo digital
O fenômeno das redes sociais no Brasil e no mundo: que tipo de informação nossos jovens consomem e como eles chegam até ela.
Mediador: Renata Simões – Jornalista, foi repórter do Vídeo Show (Globo) e apresentadora do programa Urbanos (Multishow). Hoje apresenta o programa “Creators Project” na Fashion TV.
Debatedores: Juliana Sawaia (IE) – Gerente de Inteligência de Mercado no IBOPE MÍDIA. Os demais debatedores desta mesa são jovens consumidores da internet: Alyne Spioni Jovita (22 anos, estuda Administração de Empresas na Faculdade Sumaré e trabalja como auxiliar) e Felipe Sant´ana (22 anos, não estuda. É analista de RH).Painel 8 -– quinta 11
17h30 às 19h
Estrelas de vídeos web: sucesso relâmpago ou os novos comunicadores?
Como produzir conteúdo em vídeo na Internet, conquistar audiência e virar um meio de comunicação e um negócio.
– Mediador: Marcelo Tas, apresentador do programa CQC
– Debatedores: Joe Penna – Mystery Guitar Man – o homem misterioso do violão (vídeo call), paulista de 22 anos, há dez mora nos EUA. Ele largou a faculdade de medicina para se dedicar a fazer vídeos para a internet; PC Siqueira, videologger “Mas Poxa Vida” – MTV e Pablo Peixoto – “Um dia de Fúria”>>>>Como paticipar
– As pessoas que enviarem e-mail para itaucultural@comunicacaodirigida.com.br solicitando cadastro para os Painéis MediaOn, nos dias 10 e 11 de novembro, terão seus nomes relacionados em listas na recepção do Itaú Cultural e deverão retirar os ingressos 40 minutos antes do início da atividade. Após esse período, a entrada será livre e todos estarão sujeitos à lotação do teatro (247 lugares).– Prazo de envio de e-mails: 29 de outubro, sexta-feira.
– Na mensagem o interessado deverá mencionar: nome completo, e-mail, atividade que exerce e telefone.
– Aqueles que comparecerem em, no mínimo, 6 (seis) painéis terão direito a certificado. -
Reflexões acerca da profissão: jornalista e assessor de imprensa
Sabadão de feriado prolongado e eu aqui mais uma vez escrevendo. Como sempre digo, jornalista descansa escrevendo. Hoje passei o dia refletindo sobre a minha profissão (jornalista) e sobre minha atuação (assessora de imprensa).
As coisas aconteceram rápido no âmbito profissional, mas o sonho existia desde a infância. Sempre sonhei ser jornalista, creio que a maioria de nós chega ao jornalismo pensando ser possível nos tornar um “colaborador” das mudanças do mundo, para melhor, claro. Lembro das redações que escrevia, das pesquisas na época da escola. Trabalhos feitos à mão e quando muito moderno à máquina de escrever. Google? Não tinha ideia do que poderia ser isso. Só se via computadores em bancos ou em instituições públicas nos idos da primeira metade da década de 90.
Depois do momento nostalgia, não tão nostálgico assim, sou uma aficcionada pelas novas tecnologias. Desde o início de cursos de informática me envolvi completamente. Lembro que dos 15 aos 18 anos fui colunista de um jornal da cidade onde trabalhava, escrevia sobre Ayrton Senna e F-1. Devido várias circunstâncias da vida, vim a cursar jornalismo aos 26 anos. Hoje, aos 31, trabalho na área e amo minha profissão. Acredito na ética, honestidade e princípio, mesmo com a descrença de muitos.
Tive a feliz oportunidade em trabalhar na redação de uma rádio de notícias que curto bastante. Ali pude colocar em prática técnicas e aprimorar meus conhecimentos na apuração “nossa de cada dia”. Também estagiei em assessoria de imprensa, fui voluntária fazendo matérias e fotos por muito tempo. Escrevi para sites de notícias, revistas, etc. A experiência adquirida nesses últimos quatro anos têm sido intensas e bastante proveitosas. Há cerca de sete meses tenho trabalhado como profissional liberal, como dizem por aí, “dona do meu próprio nariz”. Tenho meus clientes, faço assessoria de imprensa, algumas matérias freelancer para revistas e vou bem, obrigada.
Mas hoje, lendo alguns emails, sugestões, reclamações e refletindo sobre o que tenho feito da minha profissão, vi que ainda é muito pouco. Por mais que alguém te pague por uma “assessoria de imprensa” ou uma matéria “freelancer”, só “valeu a pena” se ela virou notícia em uma “grande mídia”. A valorização do profissional está, para o assessorado, exclusivamente na “grande mídia”. Convenhamos, é lamentável! Pensando sobre isso, entendi que nós como jornalistas e assessores de imprensa não estamos conseguindo nos “fazer entender” diante dos nossos leitores e clientes.
A profissão do jornalista ou assessor está limitada à uma linha de pensamento intensamente simplista. O “ter ou não” um assessor é algo dispensável, descartável. E o meu incômodo é tão grande ao ponto de tentar entender então como mostrar ao cliente, leitor, assessorado qual a importância em se ter um assessor de imprensa, ter uma imagem positiva na mídia (incluíndo, principalmente, as redes sociais). Não tenho a resposta simples, mas confesso que este final de semana “promete”.
Promete, reflexão, indagações, e por que não? Refazer os meus projetos e trajetória? Lembrei das intensas discussões no período acadêmico e aulas sobre apocalípticos e integrados. Essa cultura de massa realmente faz muito mal às pessoas. A visão do mundo do ponto do senso comum limita o conhecimento e raciocínio. Estive pensando que se por um lado não sou bem compreendida quanto profissional e duas coisas precisam mudar imediatamente: a forma como apresento a profissão/função e a forma como trabalho no meu dia-a-dia.
Me desculpem os blogueiros que pensam ser “imprensa”, mas não acredito que “qualquer” pessoa seja altamente capaz de produzir boas matérias tal qual um jornalista, claro, com exceções, ou um “divulgador”, conseguir fazer um bom texto (release) e ainda conseguir uma boa divulgação. O assessor de imprensa não só escreve texto e divulga, o assessor mantém uma rede de contatos ampla, especializada, direcionada e que aumenta a sua eficácia em cada divulgação. O jornalista não recebe financeiramente “só para fazer” uma matéria. Ele trás em si sua capacidade intelectual, o seu background cultural, que dependendo do seu nível de conhecimento trará resultados surpreendentemente melhores. O jornalista não é pago simplesmente para escrever, mas sim, para usar todo seu conhecimento de mundo, agregado à pesquisa e entrevistas para tornar algo conhecido com a linguagem adequada que alcance públicos de A a E.
Uau, o texto está longo demais! Vamos deixar o restante das reflexões para um outro texto. Fiquem à vontade para comentar!
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Elis Amâncio: Novo tempo
O tempo vai passando, as demandas com trabalhos jornalísticos e de assessoria de imprensa também!
Nesse meio tempo, a agência Imaginar Design acaba de desenvolver a minha logomarca. Em breve site, toda papelaria e afins estarão na WEB, e claro, compartilharei com vocês. -
Dica de leitura: Jornalismo Diário!
O livro Jornalismo Diário escrito por Ana Estela de Sousa Pinto, editora de Treinamento da Folha de S.Paulo é leitura obrigatória para quem sonha se tornar jornalista, e até mesmo, para quem quer saber se realmente está no lugar certo.
Para quem está começando a faculdade de Jornalismo creio que irá abreviar um ano de aulas em poucas páginas. O livro está recheado com dicas e toques para o repórter de rua e profissionais que estão nas redações. Sem falar aos assessores de imprensa que precisam compreender melhor essa rotina.
Ainda não terminei a leitura do livro. Assim que terminar, coloco uma resenha aqui para vocês. Ainda assim, não esperem por mim, se puder, adquira e leia logo! Vale a pena!
Livro: Jornalismo Diário – reflexões, recomendações, dicas, exercícios.
Autora: Ana Estela de Sousa Pinto.
Editora: PubliFolha.
www.publifolha.com.br -
MoJo: mais uma questão para o jornalista multimídia!
Há quatro ou cinco anos com certeza responderia: rádio, tv, jornais e revistas (impressos) e Internet. Pronto? Não, nada pronto. Navegando por este mundo virtual encontrei um termo usado por pesquisadores que se referem ao MoJo que é a abreviação de Mobile Journalism (Jornalismo Móvel).
Hoje tive a felicidade de chegar ao link do texto “Webjornalismo já é coisa do passado, conheça o MoJo.” Que coisa intrigante, pensei. Como assim webjornalismo é passado? Lendo o texto e os comentários que seguem vi o quão rica essa discussão pode ser.
No texto do estudante de jornalismo Eloy Vieira ele apresenta sete tipos de mídias atuais, conforme buscou no texto do pesquisador português, Antonio Fidalgo. São elas: impresso, gravados, cinema, rádio, televisão, internet e telefone móvel. Claro, não essa informação não era para ser novidade alguma, principalmente, para alguém como eu que ando com quatro aparelhos de telefonia móvel na bolsa. Tenho dois ouvidos, e se tocam os quatro? (Deixo essa para virar um post no blog Crônicas de um dia qualquer…)
O telefone celular é visto como mídia! O texto do Vieira apresenta algumas questões interessantes quanto a produção de conteúdo e a importância do jornalista ser multimídia. E é certo, com a chegada dos smartphones cada vez mais os aparelhos serão utilizados para acesso à Internet, mídias sociais, etc. Ah, o ponto chave! Os telefones são geradores de conteúdo! Quem já não viu ou ouviu falar de quem utilizou um celular para tirar uma foto, filmar ou enviar uma notícia para a imprensa de algo que ela testemunhou? Isso é fato!
O MoJo é uma realidade próxima, cada vez mais se produz conteúdo a partir do celular. Claro, quase impossível escrever uma matéria no celular. Mas acredito que é possível produzir um texto e compartilhá-lo no Twitter com a “chamada” linkando para o texto. Isso vem funcionando muito bem, por sinal, não só com texto, mas com fotos e vídeos também. Os telefones celulares se tornaram praticamente extensão do nosso corpo.
Compartilho aqui o comentário que postei no site Midiatismo e convido você a participar também dessa discussão.
“Como jornalista tenho buscado compreender um pouco mais essas ferramentas e como usá-las com inteligência. Sinto um pouco do que o Neto comentou. No Twitter, as notícias ficam limitadas à títulos. Entretanto, o título pode chamar com um link para a matéria referente ao tweet.
Tenho encarado o Twitter, por exemplo, como um portal para outras dimensões virtuais. A possibilidade de estar com um smartphone na mão e enviar uma notinha em 140 caracteres satisfaz o ego de qualquer pessoa disposta a enviar uma informação imediata, uma foto ou vídeo, mesmo considerando as dificuldades tecnológicas como velocidade de envio de dados, cobertura, etc.
Se pensarmos em 10 anos como utilizávamos a Internet e em como usamos hoje percebemos que não precisou de “tanto” tempo assim para avançarmos muito em termos de informação virtual. Lembram-se da época da campanha “Todo brasileiro tem direito a um email grátis”? Pois é, o tempo passou e a demanda tem gerado pressa. Não há dúvidas de que aqui do lado tupiniquim poderá tardar um pouco mais para essa onda MoJo pegar, mas pensando pelo lado visionário, já pegou. Quem tem celular e vê algo inédito (sendo jornalista ou não) imediatamente grava, fotografa e envia para o telejornal, jornal e sites de notícias.
Será que o MoJo é a segunda etapa do que chamaram de Jornalismo Colaborativo? Vamos ver.
Elisandra Amâncio
Jornalista” -
Jornalismo no Meio Gospel
Jornalismo no meio gospelApesar da existência de muitos sites, blogs, revistas, programas de rádio e televisão voltados para o público gospel, é preciso reconhecer que mais do que um público-alvo, o trabalho da mídia evangélica pode ser reconhecida como editoria. Assim como cada vez mais os cursos de Comunicação Social incentivam que seus estudantes especializem-se em editorias como Política, Economia, Cidades, Esportes, Saúde, Internacional e Nacional, Cultura entre outros.É a hora da imprensa gospel entender que é preciso profissionais especializados e qualificados para atuar no Jornalismo Gospel. Assim como cada segmento do jornalismo as matérias desse segmento também possuem linguagem própria e peculiaridades que devem ser respeitadas. Muitas empresas de comunicação já tentaram criar revistas, jornais, sites e blogs que falem sobre o meio cristão, porém, não obtiveram boa audiência porque tentaram utilizar “receitas prontas” do jornalismo “nosso de cada dia”.O crente tem uma forma diferenciada para conversar, seus jargões, expressões e opiniões. Uma boa linha para acompanhar essa diferença é a área cultural. A música gospel não é tratada da mesma forma que a música do “show business”. O público evangélico está atento a letra das canções, aos ritmos, e até mesmo, ao estilo de roupa que o músico ou ministério usa. Porém, o jornalista que não está preparado para considerar expressões como “eventos” ao invés de “shows”, e “ministro” para “artista” na hora de construir sua matéria, corre o sério risco de perder o leitor, ouvinte ou telespectador antes mesmo de ter terminado de transmitir sua mensagem.Como jornalista cristã aprendi que não escrevo uma matéria para noticiar o fato pelo fato, a informação pela informação. Há muito mais além das palavras que escrevo, considero o lado espiritual desse trabalho, a influência que aquela notícia pode ter na vida do meu leitor, sem é claro, perder o que tecnicamente o jornalismo tem de melhor na construção da notícia. Costumo dizer que o crente precisa aprender a utilizar das técnicas, tecnologia e ferramentas criadas para a nossa profissão, no caso, o jornalista, agregando os valores que conhecemos por meio da Bíblia Sagrada. Pode parecer fácil, mas é preciso dedicação, estudos e muita, mas muita leitura para obter bons resultados.Não existe fórmula pronta! Apesar de muitos pensarem que para atuar na mídia gospel não seja necessário ter um diploma, posso dizer que no meu caso, a formação acadêmica fez toda a diferença na minha carreira profissional. Títulos não fazem diferença, a diferença vem dos nossos conhecimentos, força de vontade e dedicação. A imprensa necessita de pessoas qualificadas, preparadas para lidarem com as novidades. O bom jornalista, independente da editoria onde trabalha (gospel ou não) precisa saber se comportar em uma entrevista, em uma coletiva de imprensa e saber elaborar boas perguntas ao entrevistado.Outro dia conversando com um grande jornalista brasileiro ele compartilhou comigo que um dos motivos pelo desinteresse das pessoas para lerem entrevistas é a falta de criatividade do repórter ao construir uma pauta (lista de perguntas ao entrevistado). As entrevistas estão cada vez mais parecidas! Onde está a criatividade e o interesse por construir pautas e matérias diferenciadas? Sem essa de que é “meu dom” e pronto. Se você quer trabalhar como jornalista no meio gospel deixe a soberba de lado, vista-se com a capa de humildade, e busque conhecimentos na área. Leia jornais, revistas, sites e blogs – independente de serem do meio gospel ou não. Leia grandes entrevistas e biografias! Conheça o trabalho dos grandes jornalistas brasileiros, como bons ouvintes, tornaram-se ótimos contadores de histórias! O que não faltam são boas fontes de inspiração. Leia bons livros – independente de serem cristãos ou não – no meu caso, costumo ler dois livros ao mesmo tempo, um sobre jornalismo (rádio, televisão, internet, revistas, literaturas nacionais e internacionais) e outro cristão. Além, é claro, da Bíblia. Como você vai noticiar sobre o povo de Deus sem saber quem é o Criador? O mar está aberto, vamos atravessá-lo?:: Por Elisandra AmâncioJornalista, assessora de imprensa e colaboradora do Portal Lagoinha.com.
Texto publicado originalmente: http://is.gd/c3lHP -
O jornalismo imparcial… (faz-me rir)
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Peraí! Já vi isso antes!!!
Ao assistir o telejornal, ou ler notícias nos jornais, revistas e Internet você tem a sensação de já ter visto algo parecido há pouco tempo? Eu também!Conversando com uma amiga, também jornalista, ela compartilhou sobre a falta de criatividade das pautas (matérias) publicadas na imprensa em certas épocas do ano. Por exemplo, todo final de ano fala-se das mesmas coisas: vendas no varejo, shoppings lotados, cuidado com as bolsas e pequenos furtos, ceias de natal, ano novo, rodoviária lotada, destinos mais procurados nas férias.Em janeiro segue o mesmo “ritual”: férias, como “ocupar” seu filho, para onde viajar, cuidados com a casa durante o período de férias, contas para pagar IPTU, IPVA, lista de material escolar, mensalidade das escolas, segurança de vans, e por aí vai.Claro, são assuntos importantes e do cotidiano. Porém, falta criatividade na elaboração das pautas! A abordagem é basicamente a mesma! Na minha opinião, o jornalismo precisa romper as barreiras da mesmice assim como o jornalista Tadeu Schimdt do Fantástico. Com seu jeito irreverente e descontraído passou a apresentar a grade de esportes do domingo da Globo e está inovando e conquistando público.Abro aqui um espaço para discussão sobre essas matérias repetitivas. Tanto do que gostariam de assistir como telespectadores, leitores e internautas. E, como jornalistas, sobre o que gostariam de produzir.Vamos lá colegas de imprensa! É hora de ir além do que o público já espera!





